sexta-feira, 8 de julho de 2011

Resolva seu maior problema

Cláudia de Castro Lima e Stella Oliveira - Ilustrações: Aluísio Cervelle Santo


Especialistas dão as soluções para coisas que atrapalham a vida de muita gente: de excesso de transpiração a trabalho que não acaba.

PROBLEMA:
NÃO CONSIGO PERDER A BARRIGA
O que causa: o excesso de gordura abdominal é geralmente determinado hormonalmente e ocorre mais em homens do que em mulheres. “Sedentarismo, situações de stress e tipo de alimentação agravam o problema”, diz o endocrinologista Filippo Pedrinola, do Spa Cidade Jardim, de São Paulo.
Como resolver: ataque de frente o que está causando o problema. Se não faz atividade física, inclua-a em seu dia a dia. “Pelo menos meia hora cinco vezes por semana: três vezes de exercícios aeróbicos e duas de musculação”, avisa o médico. Isso também ajuda a desestressar. “Troque a proteína ruim pela boa: prefira cortes de carne mais magros, frango, peixes e laticínios desnatados.” Tire do cardápio também qualquer coisa feita com farinha branca – substitua-a pela integral. Maneire no açúcar e no álcool. Outra forma mais rápida – mas que pode não ser tão duradoura e é certamente mais dolorida – é a aplicação de enzimas. Segundo a fisioterapeuta dermatofuncional Andréia Leitão, da Multi Clinic, de São Paulo, injeções de uma enzima chamada pelo nome fantasia de lipoderme são capazes de quebrar e eliminar pela urina os depósitos de gordura localizada. São necessárias cerca de dez sessões. A especialista diz que entre 10 e 25 centímetros de barriga podem ser eliminados.
PROBLEMA:
SOU CHATO PARA CARAMBA
O que causa: segundo o jornalista e escritor – e um cara legal para caramba – Xico Sá, antigamente só existiam dois tipos de chato: o “de galocha” (geralmente de zonas rurais) e o “pra chuchu”. “Já hoje em dia são milhões”, diz. “Os casos mais comuns (e irritantes) são os esnobes, os que conversam em monólogos e os grudentos.”
Como resolver: Xico cunhou o termo “homem-buquê” para aqueles chatos que fazem parte dos dois primeiros grupos, que adoram vinhos finos e gastronomia fresca e exibem seus superiores e chatíssimos conhecimentos para uma mulher a noite toda. “Aquele cara que chega a cheirar a rolha, acho de quinta categoria. Conheço um cara que andava até com termômetro, para medir a  temperatura do vinho. Pô, pede o vinho, bebe, aprecia a comida fresca, mas cala a boca!”. Está aí a grande dica: cale a boca. Mas também ouça mais as mulheres (deixá-las curiosas a seu respeito é um grande trunfo), não conte vantagem e tente aguçar o faro para perceber quando não está agradando – para, assim, calar a boca. Em relação ao chato grudento, alguns “nãos”: não dê beijos molhados nas bochechas, não abrace se não for abraçado primeiro e não se convide para nada.
PROBLEMA:
SOU TÍMIDO DEMAIS
O que causa: chamada de fobia social, a timidez excessiva provoca sintomas físicos, como sudorese e taquicardia. O tímido tem medo de ser foco de atenção, mesmo que seja em um papo com um colega de trabalho. Acredita se que a timidez seja um traço de temperamento. “Mas ainda não se sabe a real razão desse mal”, diz o psiquiatra Nei Nadvorny, do Laboratório da Timidez, no Rio Grande do Sul. Segundo o médico, os muito tímidos são filhos geralmente de pais superprotetores ou de pais que não lhes deram atenção.
Como resolver: o primeiro passo, de acordo com o especialista, é admitir o problema para si mesmo. Tentar fazer cursos em que você seja obrigado a interagir com os outros é válido. “O importante é o tímido não se contentar em ser assim”, afirma Nei. O inglês Richard La Ruina, coaching de relacionamentos, tem uma técnica: dê “bom dia” para toda e qualquer pessoa que passar por você. Depois, comece a fazer perguntas aleatórias, só para conseguir se aproximar das pessoas: “Onde tem um restaurante bom por aqui?”. Aos poucos, você vai se soltar e perceber que as pessoas reparam menos em você do que imagina.
PROBLEMA:
TENHO MAU HÁLITO
O que causa: eis um indício de que há um desequilíbrio no corpo. Pode ser causado por vários fatores, de diabetes a problemas renais. Mas, em 90% dos casos, a culpa é da saburra lingual (aquele treco branquinho que fica sobre a língua).
Como resolver: uma dieta saudável é fundamental para a saúde global, e, no caso da halitose, é preciso comer sempre: “O jejum produz corpos cetônicos, que têm um cheiro bem característico (e ruim). Também beba bastante água, já que a falta de saliva é um dos causadores de halitose. Escove os dentes depois de todas as refeições, removendo pedaços de alimentos que podem gerar gengivite e, principalmente, escove a língua”, diz Alessandra Mazzoni, pesquisadora do Ambulatório de Halitose da Unifesp. Algumas escovas já têm limpadores de língua, mas eles também são vendidos avulsos em farmácias. Outra opção é limpar a língua com gaze e água oxigenada 10 volumes, que mata as bactérias fedorentas.
PROBLEMA:
RONCO MUITO QUANDO BEBO
O que causa: o álcool causa relaxamento dos músculos da face, palato, língua e bochecha, o que provoca uma diminuição da força respiratória – e os barulhos durante a respiração. “E também tem efeito supressor do sistema nervoso central. Se a bebida for fermentada, como cerveja, ainda ocorre a distensão do abdômen”, afirma o otorrinolaringologista João Fanton Neto, especialista em sono. Tudo isso prejudica a qualidade do sono, provocando interrupções nele – a famosa apneia.
Como resolver: se o problema do ronco é apenas quando você exagera na bebida, evite então o álcool perto da hora de ir para a cama. Tente dormir de lado, com um travesseiro adequado: dormir de barriga para cima propicia o barulho. Outra medida provisória é colocar um calço sob a cabeceira da cama, erguendo-a um pouco. Se nada funcionar, durma na sala e deixe sua mulher em paz.
PROBLEMA:
GOZO RÁPIDO DEMAIS
O que causa: não há um tempo exato que determine a ejaculação precoce. Ela acontece quando você goza antes do que gostaria – ou antes do que sua parceira gostaria. Não é uma doença, e sim um sintoma. No caso, geralmente de um homem bastante ansioso.
Como resolver: “O cara que ejacula rápido demais costuma ser aquele que quer agradar a todo mundo em todos os momentos. No sexo, ele está longe, não foca seu desejo no objeto erótico”, conta o secretário-geral da Sociedade Brasileira de Sexologia, Amaury Mendes Jr. Embora os tratamentos para o problema sejam bastante eficazes, a maioria exige acompanhamento médico. Mas aqui vão duas dicas: se concentre no ato e, principalmente, aprenda a conhecer seu corpo, a perceber quando está prestes a gozar, para que possa, perto da hora H, ter mais controle. A nossa colunista de sexo, Ana Canosa, ensina um truque para isso: masturbese e, quando sentir que está quase gozando, forme um anel com os dedos indicador e polegar sobre a glande e faça uma pressão. Depois de alguns segundos, volte a masturbar-se. Repita o exercício várias vezes por duas semanas, sem ejacular.
PROBLEMA:
ESTOU ESGOTADO NO TRABALHO
O que causa: a chamada “síndrome de burnout” é um estado de stress excessivo, relacionado com experiências de esgotamento, decepção e perda do interesse pela atividade de trabalho. Irritabilidade, impaciência, distanciamento afetivo, baixo rendimento e consumo excessivo de café, álcool e drogas são alguns dos sintomas mais comuns.
Como resolver: Marcele de Carvalho, diretora técnica do Centro Psicológico de Controle do Stress, dá várias dicas pontuais de como se livrar do esgotamento no trabalho: “Planeje tudo com antecedência, mas sem metas irreais. Não se desespere diante de imprevistos, concentre suas energias em resolvê-los e seja flexível. Tenha empatia ao lidar com clientes e colegas, se coloque no lugar deles”. Mas a solução não está apenas em medidas tomadas no âmbito profissional. Marcele diz que é essencial você reservar um tempo para atividades de lazer e relaxamento. “Além disso, coma bem, tenha boas noites de sono, evite preocupações antes de se deitar, e não viva apenas para o trabalho”, afirma.
PROBLEMA:
EU TRANSPIRO MUITO
O que causa: quem sofre de hiperidrose (transpiração excessiva, generalizada ou localizada, geralmente na palma das mãos, na face e nas axilas) pode suar até 40% mais que as pessoas que não têm o problema. A hiperidrose mais comum, segundo a dermatologista Silvia Zimbres, da clínica Doux Dermatologia, de São Paulo, é localizada e de causa ainda desconhecida – pode ser neurológica, endócrina ou infecciosa.
Como resolver: o tratamento inicial mais simples envolve o uso de cremes ou loções à base de cloreto de alumínio, que podem ser bastante eficazes se a hiperidrose não for grave. “Eles podem ser aplicados em qualquer parte do corpo.” Medicamentos e cirurgias também são utilizados, mas ambos têm mais riscos e efeitos colaterais. Outra solução que traz bons resultados é a aplicação de toxina butolínica, o Botox, principalmente em mãos, axilas e planta dos pés. A injeção é superficial e é feito um teste antes da aplicação, que mapeia os pontos com maior intensidade de transpiração. Os efeitos duram de seis a oito meses, mas, ao término desse período, dificilmente a sudorese volta como era antes.
PROBLEMA:
MINHA PELE É PURO ÓLEO
O que causa: a oleosidade da pele é provocada pela secreção das glândulas sebáceas. O sebo que elas produzem é importante para proteger a pele contra as agressões externas, como frio, calor, fungos e bactérias. Mas, em excesso, ela provoca brilho exagerado, poros abertos, cravos e espinhas. “As glândulas da pele masculina, que é mais espessa, podem produzir até duas vezes mais oleosidade por ação de hormônios como a testosterona”, afirma a dermatologista Eliandre Palermo, de São Paulo.
Como resolver: muitas vezes, só de usar o sabonete adequado, a aparência da pele já melhora muito. “Ela tem de ser mantida limpa e higienizada para que além da oleosidade natural não se acumulem ainda poluição, sujeiras, ácaros, fungos e bactérias causadoras de problemas como acne”, diz Eliandre. Lave o rosto pelo menos duas vezes ao dia com um sabonete próprio para pele oleosa, use adstringente e loção secativa. “Casos muito intensos necessitam de medicação via oral, como a isotretinoína, que ocasiona a regressão da produção de sebo ou até uma atrofia das glândulas sebáceas.”

A alma do outro



"A alma do outro é uma floresta escura", disse o poeta Rainer Maria Rilke, meu único autor de cabeceira. A vida vai nos ensinando quanto isso é verdade. Pais e filhos, irmãos, amigos e amantes podem conviver décadas a fio, podem ter uma relação intensa, podem se divertir juntos e sofrer juntos, ter gostos parecidos ou complementares, ser interessantes uns para os outros, superar grandes conflitos – mas persiste o lado avesso, o atrás da máscara, que nunca se expõe nem se dissipa. Nem todos os mal-entendidos, mágoas e brigas se dão porque somos maus, mas por problemas de comunicação. Porque até a morte nos conheceremos pouco, porque não sabemos como agir. Se nem sei direito quem sou, como conhecer melhor o outro, meu pai, meu filho, meu parceiro, meu amigo – e como agir direito? Neste momento escrevo, como já disse, um livro sobre o silêncio. Começou como um ensaio na linha de O Rio do Meio e Perdas & Ganhos, mas acabou se tornando um romance, em pleno processo de elaboração. Isso me faz refletir mais agudamente sobre a questão da comunicação e sua por vezes dramática dificuldade, pois nos mal-entendidos reside muito sofrimento desnecessário. Amor e amizade transitam entre esses dois "eus" que se relacionam em harmonia e conflito: afeto, generosidade, atenção, cuidados, desejo de partilhamento ou de vida em comum, vontade de fazer e ser um bem, e de obter do outro o que para a gente é um bem, o complicado respeito ao espaço do outro, formam um campo de batalha e uma ponte. Pontes podem ser precárias, estradas têm buracos, caminhos escondem armadilhas inconscientes que preparamos para nossos próprios passos em direção do outro. O que está mergulhado no inconsciente é nosso maior tesouro e o mais insidioso perigo. Pensar sobre a incomunicabilidade ou esse espaço dela em todos os relacionamentos significa pensar no silêncio: a palavra que devia ter sido pronunciada, mas ficou fechada na garganta e era hora de falar; o silêncio que não foi erguido no momento exato – e era o momento de calar. Mas, como escrevi várias vezes, a gente não sabia. É a incomunicabilidade, não por maldade ou jogo de poder, mas por alienação ou simples impossibilidade. Anos depois poderá vir a cobrança: por que naquela hora você não disse isso? Ou: por que naquele momento você disse aquilo? Relacionar-se é uma aventura, fonte de alegria e risco de desgosto. Na relação defrontam-se personalidades, dialogam neuroses, esgrimem sonhos e reina o desejo de manipular disfarçado de delicadeza, necessidade ou até carinho. Difícil? Difícil sem dúvida, mas sem essa viagem emocional a existência é um deserto sem miragens. No relacionamento amoroso, familiar ou amigo acredito que partilhar a vida com alguém que valha a pena é enriquecê-la; permanecer numa relação desgastada é suicídio emocional, é desperdício de vida. Entre fixar e romper, o conflito e o medo do erro. Somos todos pobres humanos, somos todos frágeis e aflitos, todos precisamos amar e ser amados, mas às vezes laços inconscientes enredam nossos passos e fecham nosso coração. A balança tem de ser acionada: prevalecem conflitos ásperos e a hostilidade, ou a ternura e aqueles conflitos que ajudam a crescer e amar melhor, a se conhecer melhor e melhor enxergar o outro? O olhar precisa ser atento: mais coisas negativas ou mais gestos positivos? Mais alegria ou mais sofrimento? Mais esperança ou mais resignação? Cabe a cada um de nós decidir, e isso exige auto-exame, avaliação. Posso dizer que sempre vale a pena, sobretudo vale a pena apostar quando ainda existe afeto e interesse, quando o outro continua sendo um desafio em lugar de um tédio, e quando, entre pais e filhos, irmãos, amigos ou amantes, continua a disposição de descobrir mais e melhor quem é esse outro, o que deseja, de que precisa, o que pode – o que lhe é possível fazer. Em certas fases, é preciso matar a cada dia um leão; em outras, estamos num oásis. Não há receitas a não ser abertura, sinceridade, humildade que não é rebaixamento. Além do amor, naturalmente, mas esse às vezes é um luxo, como a alegria, que poucos se permitem. Seja como for, com alguma sorte e boa vontade a alma do outro pode também ser a doce fonte da vida." 
 (Texto de Lya Luft)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece!


Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece!
Esse antigo ditado chinês descreve uma idéia básica oriental, a conexão entre a psique humana e as ocorrências exteriores, o mundo interior e exterior. Alguma vez você pensou muito como resolver determinada situação, sem saber como deveria agir? E de repente teve uma intuição que deveria mudar o rumo das coisas ou o caminho a seguir, podendo ser logo depois de abrir a página de um livro que leu sem querer, ao ouvir uma conversa na fila ou após um sonho? Pensou em alguém que gostaria de falar ou encontrar e logo em seguida se encontrou ou recebeu um telefonema da pessoa que pensou? Essas situações podem se tornar comum em alguma época na vida de algumas pessoas, o que nos confirma que nada acontece por acaso. 

Apesar de nós, ocidentais, termos muita dificuldade em entender esses eventos, muitas vezes acreditando que tudo aquilo que não pode ser percebido pelos cinco sentidos ou explicados pela razão, seja considerado de menor valor, na verdade a sincronicidade nos proporciona um vislumbre interior e que há de fato um elo entre nós e o Universo. Mas como os eventos significativos são manifestos em linguagem simbólica, podem dificultar seu entendimento e assim se tornam muitas vezes ignorados e desprezados. Mas talvez seja possível entender um pouco mais sobre as coincidências significativas tendo uma compreensão da teoria de Jung. A primeira vez que Jung utilizou o termo sincronicidade publicamente foi em 1930, mas a primeira publicação só ocorreu em 1952, quando ele tinha 75 anos. Como podemos perceber esses fatos já são estudados há algum tempo.

Muitos acontecimentos aparentemente casuais podem ser significativos. Quantas vezes você não se deparou com coincidências ou encontros e não pôde explicar como ocorreram? Ou seja, quando existe uma coincidência entre um sentimento ou um pensamento e acontece um evento externo do qual a pessoa sente como significativo, damos o nome de sincronicidade. As coincidências significativas mais comuns acontecem quando estamos num momento de maior reflexão sobre o sentido da vida, momentos que parecem de algum modo diferentes, mais intensos e que não conseguimos muito explicar o que ocorre.

Não há explicação racional para situações em que uma pessoa tem um pensamento, sonho ou um estado psicológico interior que coincida com um acontecimento. Como nos casos em que pensamos em alguém, o telefone toca, e quem chama é a pessoa na qual estávamos pensando. E quando esses eventos tornam-se constantes é comum as pessoas ficarem assustadas, pois não entendem a profundidade desse processo. Quando entendemos e aceitamos a idéia de sincronicidade, qualquer acontecimento pouco comum é um convite para parar e pensar. Podemos sentir que algo está tentando nos dizer alguma coisa e essa sensação aumenta com cada novo acontecimento nesse sentido. Ter consciência de que as coincidências acontecem conosco é o primeiro passo para que passem a acontecer cada vez mais. Seja qual for o sinal, sentimos que é preciso decifrar uma mensagem e com isso tendemos a nos conhecer e crescer. É quando começamos a ter consciência de que algumas ocorrências podem mudar nossa vida. Para a sincronicidade, as coincidências dos acontecimentos significam algo mais do que mero acaso. Houve alguma coincidência que fez com que você chegasse até esse artigo e que agora percebe que foi significativa?
A sincronicidade pode nos dar a confirmação de que estamos no caminho correto, ou ainda, que devemos mudar o rumo que estamos indo. Algumas sensações como calafrio subindo pela espinha, de espanto ou calor, freqüentemente acompanham a sincronicidade. 

Se quiser, poderá fazer um registro de informações em forma de diário. Formule as perguntas certas e fique atento que as respostas chegarão. Mais cedo ou mais tarde as coincidências vão ocorrer para levar você na direção indicada pela intuição. Quando passar a ouvir sua intuição, sua voz interior, logo perceberá que sua confiança proporcionalmente irá aumentar. Comece a ficar atento aos fatos de sua vida e em que circunstâncias eles ocorreram. Poderá ainda fazer um exercício construindo sua linha de tempo para aumentar seu autoconhecimento. Escreva eventos significativos de sua vida desde seu nascimento até o momento presente. Quais foram as situações mais marcantes em sua vida? Não precisa ser minucioso no relato, coloque eventos chaves que aconteceram de acordo com o ano ou com sua idade na época. Depois analise e identifique as lições que cada fato pode ter trazido para você e que pode não ter percebido quando ocorreram. Tenha consciência que sua vida tem um objetivo e que tudo que te acontece pode ter uma mensagem e um aprendizado. O que podem ter te ensinado? Percebeu um padrão repetitivo de experiências? Qual parece ser o objetivo da sua vida até agora? É isso que ainda quer para você ou tem perseguido objetivos que foram impostos e você os aceitou como seus? O que você preferia estar fazendo? O que te impede de mudá-los? Essas são apenas algumas sugestões de perguntas que você poderá fazer e deixar sua intuição e a sincronicidade te guiarem. Como diz Richard Bach: Cada pessoa, todos os episódios de sua vida, aí estão porque você aí os colocou. O que você escolhe fazer com eles, depende de você! E o que fazer com eles pode ser indicado pela sua intuição e sincronicidade. E realmente acontecem, por isso fique atento
!
Por Rosemeire Zago

São eles ou elas que não querem namorar?

São eles ou elas que não querem namorar? 

Elas reclamam deles. Eles reclamam delas. Homens e mulheres parecem insatisfeitos com o nível de disponibilidade um do outro no que se refere a assumir um compromisso. Mas o fato é que -no final das contas- mais do que atitudes que não agradam ou expectativas diferentes, o problema entre eles e elas tem sido um desastroso equívoco na comunicação, ou na compreensão das manifestações afetivas.

Está claro que homens e mulheres têm alimentado falsas versões sobre como deveriam se comportar para atraírem um ao outro
. Pensam, inocentemente, que o ideal é mostrar algo do tipo "estou muito bem sozinho, obrigado!" ou "não preciso de você para ser feliz". A intenção é parecer auto-suficiente e independente, especialmente num primeiro momento. Compreensível, parece-me, já que o contrário realmente não seria eficiente: mostrar-se demasiadamente ansioso para se comprometer, como se toda a possibilidade de ser feliz estivesse justamente na chegada de outra pessoa.

No entanto, o ideal certamente passeia entre esses dois cenários. Ou seja, nem oito, nem oitenta. Os extremos só servem para estereotipar a questão - o que é uma grande cilada! Pessoas extremamente dependentes ou independentes terminam, por fim, muito mais repelindo do que atraindo o outro. A idéia é, sem dúvida, encontrar o equilíbrio. Eis o segredo do sucesso: interdependência! Algo como "estou bem sozinho, e espero que você também, mas talvez possamos nos sentir ainda melhores juntos!".

Desse modo, pergunto: você realmente acredita que existem homens ou mulheres desejando sinceramente viver sozinhos? Pois posso apostar que aquele ou aquela que continua insistindo que não quer namorar, é porque tem um dentre dois motivos! Ou está morrendo de medo de assumir seus sentimentos e reconhecer que adoraria experimentar a intimidade e o amor... Ou simplesmente ainda não encontrou a pessoa que fez seu coração acelerar e sua respiração mudar de ritmo!

Nenhum ser humano livre, espontâneo, saudável e de bem com a vida e consigo mesmo -seja homem ou mulher- se recusaria a viver um romance estando diante de alguém que mexe com seus hormônios e faz suas pupilas dilatarem. Portanto, eles e elas querem, sim, namorar. E quando insistem em demonstrar algo diferente disso, talvez estejam apenas precisando ajustar, reconhecer e revelar a verdadeira razão.

Claro que, enquanto a "pessoa certa" não chega, o melhor é aproveitar a solteirice, divertir-se, fazer amigos e sustentar a bandeira do "estou feliz sozinho". Afinal, concordo com o velho e bom ditado que manda "antes só do que mal acompanhado". Porém, quem está sempre com alguém porque não agüenta a si mesmo ou quem está sempre sozinho porque não sabe como compartilhar sua história com outra pessoa precisa se rever o quanto antes. E não restam dúvidas de que tanto homens quanto mulheres podem estar ocupando esses lugares. Não se trata de uma questão de gênero, mas sim que uma questão humana.

Por Rosana Braga.

Para esta noite...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Alcoolismo

Abuso e dependência química do álcool  
O uso de substâncias que modificam o estado psicológico tem ocorrido em todas as culturas conhecidas desde a Antigüidade mais remota. Costumavam ser associadas a rituais tradicionais nas várias culturas. Um remanescente desse aspecto ritualístico do uso de substâncias mantém-se na igreja católica que segue usando vinho durante sua celebração. O alcoolismo é uma doença que afeta a saúde física, o bem estar emocional e o comportamento do indivíduo. Segundo estatísticas americanas, atinge 14% de sua população e no Brasil estima-se que entre 10 a 20% da população sofra deste mal. O álcool é classificado como um depressor do sistema nervoso central.   


EFEITOS FÍSICOS  
Os efeitos físicos ocasionados pelo álcool são muito amplos no ser humano. Diminuição dos reflexos e sedação são comuns. O uso a longo prazo aumenta o risco de doenças como o câncer na língua, boca, esôfago, laringe, fígado e vesícula biliar. Pode ocasionar hepatite, cirrose, gastrite e úlcera. Quando usado em grande quantidade pode ocasionar danos cerebrais irreversíveis. Pode levar à desnutrição. Pode causar problemas cardíacos e de pressão arterial. É uma causa conhecida de malformação congênita quando usado durante a gestação.  
EFEITOS EMOCIONAIS  
Os efeitos emocionais e comportamentais são muito frequentes e variáveis conforme a tolerância do indivíduo e a dose ingerida. Perda da inibição, sendo que pessoa intoxicada com álcool pode fazer coisas que normalmente não faria, como, por exemplo, dirigir um carro em alta velocidade. Alteração do humor, ocasionando raiva, comportamento violento, depressão e até mesmo suicídio. Pode resultar em perda de memória. Prejuízo na vida familiar do alcoolista, ocasionando desentendimento entre o casal, e problemas emocionais a longo prazo nas crianças. Diminuição da produtividade no trabalho.   
COMO A PESSOA DESENVOLVE ALCOOLISMO  
Um indivíduo pode tornar-se alcoolista devido a um conjunto de fatores, incluindo predisposição genética, estrutura psíquica, influências familiares e culturais. Sabe-se que homens e mulheres têm 4 vezes mais probabilidade de ter problemas com álcool se seus pais foram alcoolistas.   
EFEITOS DO ÁLCOOL  
Geralmente está associado a outras condições psiquiátricas como transtornos de personalidade, depressão, transtorno afetivo bipolar (ou psicose maníaco depressiva), transtornos de ansiedade e suicídio.   
INTOXICAÇÃO POR ÁLCOOL  
Os sintomas dependem da concentração de álcool no sangue. No início do quadro a pessoa pode tornar-se séria e retraída, ou falante e alegre. Podem ocorrer crises de riso ou choro. Em geral ocorre sonolência. Gradativamente o indivíduo começa a perder a coordenação motora, apresentando dificuldade para falar e caminhar. Os reflexos tornam-se mais lentos. Intoxicações graves com concentrações maiores de álcool no sangue podem levar ao coma, depressão respiratória e morte.    
INTOXICAÇÃO PATOLÓGICA  
Caracteriza-se por intensas mudanças de comportamento e agressividade após a ingestão de uma pequena quantidade de álcool. A duração é limitada, sendo comum o black out (amnésia). Pela violência das manifestações pode ser necessário até internar o paciente além de medicá-lo. 
SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA AO ÁLCOOL  
Ocorre em pacientes que fazem uso de álcool em grande quantidade e por tempo prolongado, e que param de consumir a bebida. Os primeiros sintomas de abstinência iniciam 12 horas após parar de beber. Os sintomas mais comum são os tremores, acompanhados de irritabilidade, náuseas, vômitos, ansiedade, sudorese, pupilas dilatadas e taquicardia. Pode evoluir para uma condição clínica mais grave chamada Delirium por abstinência de álcool (Delirium Tremens)    
DELIRIUM TREMENS  
É uma emergência médica e, quando não tratado adequadamente, pode levar o paciente a convulsões e morte em até 20% dos casos. Inicia geralmente na semana em que o paciente para de beber. O paciente apresenta taquicardia, sudorese, febre, ansiedade, insônia. Pode apresentar alucinações, como, por exemplo, enxergar insetos ou outros pequenos bichos na parede. O nível de consciência do paciente "flutua" desde um estado de hiperatividade até um de letargia.    
COMO O MÉDICO FAZ O DIAGNÓSTICO  
O diagnóstico é feito através de uma anamnese (entrevista) com o paciente e sua família e exame físico. Os exames de laboratório não servem para diagnosticar alcoolismo, porém podem dar "pistas" se o paciente faz uso crônico de álcool, e conseguem dar uma idéia aproximada do grau de lesão de alguns órgãos ocasionado pelos efeitos tóxicos do álcool, como por exemplo no fígado.   
COMO SE TRATA  
Em primeiro lugar é preciso esclarecer que não existe um tratamento ideal para o alcoolismo. Por isso, os casos devem ser considerados individualmente, e a partir de um bom exame clínico, deve-se indicar o tratamento mais apropriado para cada paciente de acordo com o grau de dependência e do ponto de desenvolvimento da doença em que se encontra a pessoa. É preciso lembrar que as recaídas são comuns nos pacientes alcoolistas. Na grande maioria dos casos, o próprio paciente não consegue perceber o quanto está envolvido com a bebida, tendendo a negar o uso ou mesmo a sua dependência dela. Nestes casos, pode-se começar o tratamento ajudando o paciente a reconhecer seu problema e a necessidade de tratar-se e de tentar abster-se do álcool. A indicação de internação, pelo menos como fase inicial de desintoxicação, costuma ser a regra.  
Em ambulatório, os tratamentos disponíveis são a psicoterapia cognitivo comportamental e a psicoterapia de orientação analítica, realizadas individualmente ou em grupo.  
Os grupos de auto-ajuda, como os Alcoólicos Anônimos, têm-se mostrado uma das alternativas mais eficazes no tratamento do paciente alcoolista e no acompanhamento de sua família, o que costuma ser indispensável para o bom andamento do tratamento. Algumas medicações podem ser utilizadas para causar uma reação física violenta se a pessoa ingere álcool ou ainda bloquear a vontade e o prazer de beber.  
Fontes de informação sobre álcool, tabaco e outras drogas ou substâncias psicoativas   
             
1.     ABEAD - http://www.abead.com.br/  Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas A ABEAD mantém um boletim de acesso livre com destaques das notícias mais relevantes relativas a drogas de abuso. Apresenta também material de consulta restrita para associados.
2.     CEBRID - Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas www.cebrid.epm.br O site do CEBRID oferece informações em vários níveis de complexidade, incluindo levantamentos epidemiológicos nacionais entre escolares e na população geral.
3.     CREMESP – O conselho Regional de Medicina de São Paulo oferece uma boa introdução ao tema dos problemas decorrentes do uso de álcool, tabaco e outras drogas,  intitulada “USUÁRIOS DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS - Abordagem, diagnóstico e tratamento”. http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Publicacoes&acao=detalhes&cod_publicacao=23
4.     NIAAA - NIAAA National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism. www.niaaa.nih.gov/ O NIAAA oferece atualização focada no alcoolismo.
5.     NIDA -  National Institute on Drug Abuse   www.nida.nih.gov/ Este site apresenta informação sobre álcool, tabaco e outras drogas em vários níveis de complexidade e para públicos variados, desde adolescentes escolares até profissionais da saúde em busca de atualização.
6.      SENAD - Secretaria Nacional  www.senad.gov.br  A SENAD mantém disponíveis informações sobre todas as substâncias com potencial de abuso e levantamentos epidemiológicos relativos ao uso de drogas no Brasil. Apresenta, ademais, informações relevantes para organizadores de serviços para atenção a usuários de álcool, tabaco e outras drogas.
7.     VIVAVOZ - VIVA VOZ - 0800 510 0015 www.psicoativas.ufcspa.edu.br/vivavoz  O VIVAVOZ é um serviços modelo para informação sobre drogas de abuso. Oferece também informações via telefone, tanto para quem busca conhecimento quanto assistência clínica.
8.     UNIAD - Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas http://www.uniad.org.br/ A UNIAD mantém um site com farta informação de acesso livre organizada em largo espectro de complexidade. Mantém também esforços em Pesquisa e Assistência

Uma flor selvagem



O amor é uma escultura que se faz sozinha. É uma flor inesperada sem estação do ano para surgir nem para morrer. Vai sendo esboçada assim ao léo: aqui a sobrancelha se arqueia, ali desce a curva do pescoço, a mão toca a ponta de um pé, no meio estende-se a floresta das mil seduções. Imponderável como a obra de arte, o amor nem se define nem se enquadra: é cada vez outro, e novo, embora tão velho. Intemporal. Planta selvagem, precisa de ar para desabrochar mas também se move nos vãos mais escuros, em ambientes sufocantes onde rebrilham os olhos malignos da traição ou da indiferença, e a culpa o pode matar. O convívio é o exercito do amor na corda bamba. Os corpos se acomodam, as almas se espreitam, até se complementam. Mas pode-se cair no tédio – sem rede –, e bocejar olhando pela janela. Inventamos receitas para que o amor melhore, perdure, se incendeie e renove... nem murche nem morra. Nenhuma funciona: ele foge de qualquer sensatez, como o perfume das maçãs escapa num cesto de vime tampado. Se fossemos sensatos haveríamos de procurar nem amar, amar pouco, amar menos, amar com hora marcada e limites. Mas o amor, que nunca tem juízo, nos prega peças quando e onde menos esperamos. Nunca nos sentimos tão inteiros como nesses primeiros tempos em que estamos fragmentados: tirados de nós mesmos e esvaziados de tudo o mais, plenos só do outro em nós. Nos sentimos melhore, mais bonitos, andamos com mais elegância, amamos mais os amigos, todo mundo foi perdoados, nosso coração é um barco para o qual até naufragar seria glorioso (ah, que naufrágios...). Mais que isso, nesse castelo – como em qualquer castelo – não pode haver dois reis. Quem então cederá seu lugar, quem será sábio, quem se fará gueixa submissa ou servo feliz, para que o outro tome o lugar e se entronize e... reine? A palavra “liberdade” teria de ser mais presente, porém é mais convidada a discretamente afastar-se e permitir que em seu lugar assuma o comando alguma subalterna: tolerância, resignação, doação, adaptação. Rondando o fosso do castelo, a vilã de todas a culpa. Quem deixou sobre minha mesa o bilhete dizendo “se você ama alguém, deixe-o livre” sabia das coisas, portanto sabia também o desafio que me lançava. No mundo das palavras há tantos artifícios quantas são as nossas contradições. Por isso, conviver é tramar, trançar, largar, pegar, perder. E nunca definitivamente entender o que – se fossemos um pouco sábios – deveríamos fazer. Farsa, tragédia grega, outras soneto perfeito: o amor, com as palavras, se disfarça em doces armadilhas ou lâminas.
 (Lya Luft)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Bem isso!

Sua bunda conquista meninos. 
Sua personalidade conquista homens !!!!

Distúrbio auditivo é confundido com deficit de atenção

Henrique, 10, e Eduarda Lima, 12, de Brasília, têm o distúrbio de processamento auditivo

MARIANA VERSOLATO
DE SÃO PAULO

Muitos dos sintomas são iguais: dificuldade de se concentrar, desorganização, esquecimento, mau desempenho na escola e problemas de relacionamento.
Marcelo Camargo/Folhapress
Os irmãos Henrique, 10, e Eduarda Lima, 12, de Brasília, têm o distúrbio de processamento auditivo
Por isso a dificuldade de saber se uma criança com dificuldade de aprendizagem tem transtorno de deficit de atenção e hiperatividade ou DPAC (distúrbio do processamento auditivo central).
O problema é uma falha na forma como o sistema nervoso central processa o som. Não há deficiência no aparelho auditivo, mas uma dificuldade para compreender o significado da mensagem.
Nomeado oficialmente nos EUA em 1996, o distúrbio ainda está se tornando mais conhecido por pais e professores. Segundo estudos, pode atingir até metade das crianças com dificuldades de aprendizagem.
Ainda se sabe pouco sobre causas -infecções no ouvido na infância estão entre elas, mas suspeita-se também de alterações neurobiológicas genéticas e meningite.
Crianças inteligentes, interessadas e que, mesmo assim, vão mal em várias matérias são candidatas a ter DPAC. É o caso de Eduarda, 12, de Brasília.
A mãe, Luísa Casado Lima, afirma que a filha sempre foi esforçada, mas não conseguia se concentrar e começou a cometer erros de grafia.
Luísa, que é dentista, levou a filha a uma fonoaudióloga, a um neurologista e a um ortopedista. No exame de audiometria, feito em cabine acústica, o processamento auditivo estava alterado.
Eduarda ouvia bem, mas não entendia o que era dito.



MODA

A mãe acha que o DPAC é moda. "Todo aluno tem alguma coisa, qualquer dificuldade é atribuída a alterações."
O filho dela, Henrique, 10, também foi diagnosticado com o problema.
O neuropediatra Paulo Junqueira também percebe um crescimento no número de diagnósticos.
Para a fonoaudióloga Vera Lúcia Garcia, diretora secretária da Associação Brasileira de Fonoaudiologia, os diagnósticos vão ficando mais específicos com a evolução da neurociência.
"Hoje a disseminação do distúrbio é maior e há mais recursos para avaliá-lo."
Nicholas Araujo, 9, do Rio, também foi diagnosticado com o DPAC. A mãe, Rachel, demorou para descobrir quais eram as dificuldades.
O que chamava a atenção da mãe é que qualquer frase era interpretada ao pé da letra. "O Nicholas não entendia brincadeiras, piadas, algo com duplo sentido", diz.
O tratamento é feito com fonoterapia, para ajudar a criança a separar e entender o que ouve.
Além de terem sintomas similares, o deficit de atenção e o distúrbio auditivo podem coexistir -o que é muito comum, segundo o neuropediatra Paulo Alves Junqueira. "É preciso tomar muito cuidado ao colocar um rótulo porque as características são similares. Há uma linha muito tênue entre os dois."

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pra começar a semana...


O sono - lembre de rebobinar seu cérebro


Anda meio na moda falar de sono, mas no inverno esta é a grande pedida mesmo. Inverno, lembra hibernar, ficar quietinho esperando o frio lá fora passar. Sei que somos tropicais e as estações nem sempre são tão marcantes mas, nossos dias estão mais curtos, as noites mais longas... 
O organismo tem horários. Sei, o tempo anda apertado, curto, mas desta engrenagem não podemos fugir. A hora do sono é sagrada para a reposição celular. O metabolismo basal fica no mínimo, em marcha lenta, permitindo o repouso, a restauração. Para as crianças a vovó falava: quem não dorme não cresce. Para os adultos: quem não dorme não se restabelece, não se regenera, o cérebro não rebobina. Mas no inverno: muito mais
Longe de ser apenas um descanso, o sono ajuda a consolidar as memórias e tem grande importância para o aprendizado e o emocional. A informação vem com do Sidarta Ribeiro, diretor científico do Instituto de Neurociência de Natal (RN).
O sono é muito importante para consolidação da memória. Quando aprendemos algo durante o dia, o cérebro estoca tal aprendizado em determinadas áreas, e somente durante o sono essa memória (aprendizado) migra das áreas de entradas iniciais para áreas mais perenes. Além disso, as memórias são fortalecidas através de mecanismos tanto moleculares quanto fisiológicos. Assim, o sono é fundamental para consolidar a memória, os aprendizados, o equilíbrio emocional e afetivo. E, quem consolida bem a memória a cada noite bem dormida, estará mais capacitado para solucionar vitoriosamente seus desafios durante o dia, ou seja, ser mais inteligente.
Mas não só é isso. Nós também temos a possibilidade de sermos mais criativos, geramos novas idéias, inspirações, perspectivas, caminhos. Transformações e novos comportamentos são gerados pela atividade de um bom sono e dos sonhos.
Alguns fatos comprovados por pesquisas podem nos dar uma idéia da importância que tem o sono no nosso desempenho físico e mental. Por exemplo, num estudo realizado pela Universidade de Stanford, EUA, indivíduos que não dormiam há 19 horas foram submetidos a testes de atenção. Constatou-se que eles cometeram mais erros do que pessoas com 0,8 g de álcool no sangue - equivalente a três doses de uísque. Igualmente, tomografias computadorizadas do cérebro de jovens privados de sono mostram redução do metabolismo nas regiões frontais (responsáveis pela capacidade de planejar e de executar tarefas) e no cerebelo (responsável pela coordenação motora). Esse processo leva a dificuldades na capacidade de acumular conhecimento e alterações do humor, comprometendo a criatividade, a atenção, a memória, as relações e o equilíbrio.
Além do descanso mental, fisicamente, durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados,  podem afetar a harmonia de todo o organismo a curto, médio e longo prazo. Estudos provam que dormir menos do que o necessário – qualitativamente – resulta em menor vigor físico, envelhecimento celular precoce, maior vulnerabilidade a infecções, obesidade, hipertensão e diabetes.

As fases do Sono:
A longo prazo, a privação do sono pode comprometer seriamente a saúde, uma vez que é durante o sono que são produzidos alguns hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento de nosso organismo. Por exemplo, o pico de produção do hormônio do crescimento (também conhecido como GH, de sua sigla em inglês, Growth Hormone) ocorre durante a primeira fase do sono profundo, aproximadamente meia hora após uma pessoa dormir.

 
As Fases do Sono
Fase 1
Sonolência e indução do sono. Melatonina é liberada;
Fase 2 
Sono leve. Diminuem os ritmos cardíaco e respiratório. Os músculos relaxam e cai a temperatura corporal;
Fases 3 e 4 
Sono profundo. Pico de liberação do GH (hormônio do crescimento) e da leptina. Cortisol (hormônio da tristeza e do estresse) começa a ser liberado (excretado);
Sono REM
REM Sigla em inglês para movimento rápido dos olhos, é o pico da atividade cerebral, quando ocorrem os sonhos. O relaxamento muscular atinge o máximo, voltam a aumentar as freqüências cardíaca e respiratória.
 
O hormônio do crescimento (GH), entre outras funções, ajuda a manter o tônus muscular, evita o acúmulo de gordura corporal, melhora o desempenho físico e combate a perda óssea. Estudos provam que pessoas que dormem pouco reduzem o tempo de sono profundo, em conseqüência, a produção do GH.
A leptina, hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade, também é secretada durante as fases 3 e 4 do sono. Pessoas que permanecem acordadas até muito tarde produzem menor quantidade de leptina, desencadeando a famosa fome noturna.
Com a redução das horas de sono, a probabilidade de desenvolver diabetes também aumenta. A falta de sono inibe a produção de insulina (hormônio que retira o açúcar do sangue) pelo pâncreas, além de elevar a quantidade de cortisol, o hormônio do estresse, que tem efeitos contrários aos da insulina, fazendo com que se eleve a taxa de glicose (açúcar) no sangue, o que pode levar a um estado pré-diabético ou, mesmo, ao diabetes propriamente dito. Num estudo, homens que dormiram apenas quatro horas por noite, durante uma semana, passaram a apresentar intolerância à glicose (estado pré-diabético).
É no sono REM, quando acontecem os sonhos, que tudo que foi aprendido durante o dia é processado e armazenado. Se um adulto ou criança, dorme menos que o necessário, sua memória de curto prazo não será adequadamente processada e não conseguirá transformar em conhecimento (assimilar) aquilo que foi aprendido durante o dia. Em outras palavras: não dormir o tempo necessário, gera dificuldade para aprender coisas novas.

Em resumo:
  • Apetite em equilíbio: durante o sono o organismo libera maior dose de leptina, hormônio que controla a sensação de saciedade e mantém as pessoas longe dos ataques às geladeiras durante a madrugada.
  • Combate flacidez: mesmo na fase adulta, o hormônio do crescimento é produzido durante o sono, logicamente em doses menores do que em crianças. Esse hormônio evita a flacidez muscular e garante vigor físico.
  • Combate o estresse: uma noite bem dormida evita que o organismo acumule altas doses de cortisona, hormônio que é produzido pelas glândulas supra-renais e liberado em situações de estresse, contribuindo para o mau-humor depois de uma noite em claro.
  • Combate aos Radicais Livres: enquanto dormimos, nos livramos com mais facilidade desses agentes que causam envelhecimento precoce.
  • Aumenta a imunidade: durante o sono o corpo libera interleucinas, substâncias que ajudam o organismo a se defender de invasores - vírus e bactérias!  

Quem dorme mais tende a ter um melhor aprendizado?
O sono também contribui para o bem-estar mental e emocional. Pessoas que conseguem dormir bem acordam mais bem-humoradas, animadas, com maior capacidade de concentração, autocontrole e realização de tarefas pessoais e profissionais. Dormir pouco altera negativamente o humor, a afetividade, a capacidade de concentração, aprendizagem, raciocínio lógico e memória do indivíduo. Algumas teorias afirmam que o sono também contribui para o crescimento cerebral, para apagar memórias indesejáveis e consolidar a memória.

Quantas horas dormir por noite?

Em relação à quantidade de horas de sono necessárias para um repouso adequado, não existe um consenso entre os especialistas. Em geral, na maioria dos casos, o ideal é em torno de sete horas. Mas, minha opinião é de que qualidade pesa mais que quantidade. Vale muito mais um sono “restaurador” de 6 horas que um sono “vagabundo” de 10 horas.
Segundo Sidarta Ribeiro, as pessoas são diferentes. Uma pessoa pode precisar de seis horas de sono, outra pode precisar de oito, outra de dez. Aquela que precisa de dez, se dormir cinco horas, provavelmente, não vai funcionar direito. Aquela que precisa de cinco, se tiver dez horas de sono provavelmente também não vai funcionar direito. O importante é a pessoa ter a quantidade de sono adequada para sua necessidade.
  1. Riscos, a curto prazo, provocados pela falta de sono: cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão do raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração.
  2. Riscos, a longo prazo, provocados pela falta de sono: falta de vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastro-intestinais e perda crônica da memória. 

Por Conceição Trucom
www.docelimao.com.br

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O que você pode falar, afinal?

julho / 2011

A onda politicamente correta cresceu a ponto de tolher a liberdade de pensamento. O maior problema, porém, é outro: a reação torna tudo o que é incorreto "bacana". E abre espaço para a intolerância.


por Maurício Horta
"Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra c... Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus." A fala é de um show de comédia Stand-up de Rafinha Bastos. O Twitter foi inundado de mensagens com variações do tema proposto por Mayara Petruso - a estagiária de direito que recomendou o afogamento de nordestinos. Claro que nem Rafinha está defendendo o estupro nem os afogadores de imigrantes são necessariamente homicidas em potencial.

Boa parte dessa truculência é uma reação à onda politicamente correta das últimas décadas. A incorreção, nesse sentido, virou uma arma para defender a liberdade de expressão, que só existe quando você também é livre até para pensar o impensável e dizer o impronunciável.

Mas o que acontece quando o impensável agride o próximo gratuitamente? Para entender como chegamos a esse nó, vamos para a origem do termo "politicamente correto". Ele apareceu pela primeira vez com um significado bem diferente do que usamos hoje: na China dos anos 30, para denotar a estrita conformidade com a linha ortodoxa do Partido Comunista, tal como enunciado por Mao Tsé-tung. Mas o significado com que a expressão chegou até nós é uma criação dos Estados Unidos dos anos 60.

Na época, universitários americanos abraçaram a defesa dos direitos civis, seja das mulheres, seja dos negros. Era uma época de transformações na sociedade: as empresas e universidades, antes habitadas exclusivamente por homens brancos, agora viam chegar mulheres, negros, gays, imigrantes. Era preciso ensinar as pessoas a conviver com a diferença.

Nisso, negro virou african-american, ("afro-americano"), fag ("bicha") virou gay ("alegre"). O paradoxal aí é que, pela primeira vez na história americana, quem buscava estender os direitos civis também advogava por uma limitação na liberdade de expressão.

O passo seguintes viria com os anos 90. Mais especificamente com a derrocada do mundo comunista. O fim do socialismo mudou a agenda dos grupos de esquerda. Se antes a busca pela igualdade era a busca pela diminuição das diferenças entre as classes sociais, agora era pela eliminação das "classes pessoais". Tratava-se de não estigmatizar as pessoas por aquilo que elas eram - afinal, não faz sentido aumentar o peso do fardo que cada um tem de carregar na vida. Dessa maneira, não bastava combater só o sexismo e o racismo. E "obesidade" virou "sobrepeso"; "deficiência física" virou "necessidade especial"...

Só que o método, por mais bem-intencionado que seja, é inócuo. Quem explica por que é o francês Ferdinand Saussure, o pai da linguística, num texto de 1916: "De todas as instituições sociais, a linguagem é a que oferece menor margem a iniciativas". Ela é utilizada por todos os membros de uma comunidade, que, por esta ser naturalmente inerte, acaba por conservar a linguagem. Qualquer interferência tende a ser rechaçada.

É aí que o debate começa, Politicamente corretos ficam do lado do conselho que a sua mãe dava: seu direito termina onde começa o do outro. Se o próximo se sente ofendido, você não pode falar. Ponto.

Parece um argumento inatacável. Mas tem um problema aí: quem é o juiz para decidir o que é certo e o que é errado, o que ofende e o que não ofende? Onde fica a liberdade de pensamento, de expressão? A ideia de que o direito de um termina onde começa o do outro vale aqui também: pode alguém retirar o direito do outro de dizer o que pensa?

Talvez por isso a transformação ideológica de palavras seja tão utilizada por governos: é uma ótima forma de revogar o direito de pensar. Tanto regimes autoritários - como o apartheid sul-africano, em que a palavra "miscigenação" virou "imoralidade" - quanto democráticos - como o dos EUA, que usou o termo "guerra preventiva" para o ataque unilateral ao Iraque - usaram do expediente. No mundo do politicamente correto isso é o equivalente a chamar de "melhor idade" a época da vida em que vemos
multiplicar o valor do plano de saúde.

De boa intenção, o politicamente correto passa a ser visto como hipocrisia. E de hipócrita a algo fundamentalmente errado. Como lidar com o excesso de correção política, então? Não temos a pretensão de dar uma resposta definitiva. Mas sair xingando os outros de gordo, aleijado, retardado e baranga estuprada é que não vai ser. Se fosse engraçado, talvez até funcionasse.Mas não. Não é

Para viver mais

Sua alimentação pode interferir nos seus anos de vida. Confira uma lista de alimentos que te farão viver mais e melhor

Por Marianna Perri, filha de Rita e José / Revista Pais & Filhos
Já que viver para sempre ainda é impossível, podemos tomar alguns cuidados para viver mais. E muito melhor! É por isso que separamos dez alimentos que prometem melhorar sua qualidade de vida e aumentar seu número de aniversários. Confira as dicas:

Tomate
É o licopeno que faz do alimento um bom aliado na luta contra a idade, já que ele é um ótimo antioxidante, inibindo a formação de radicais livres e prevenindo o câncer. Além disso, o tomate impede a formação do mau colesterol e protege contra o mal de Alzheimer e Parkinson.
  Cuidado com os agrotóxicos presentes no tomate e procure sempre pelo alimento orgânico, caso vá consumi-lo cru. Para potencializar o licopeno, faça um molho de tomate caseiro, com um fio de azeite de oliva extravirgem.

Alho
O alho cru aumenta o sistema imunológico e combate as infecções. O alimento também ajuda na eliminação de açúcar no sangue, previne o colesterol e ainda é antioxidante.

Para potencializar os benefícios do alho, pique o alimento e aguarde cerca de 10 minutos antes de utilizá-lo nas refeições. Isso fará com que a aliina se transforme em alicina, substância responsável por reduzir níveis de colesterol, redução da coagulação sanguínea, aumento da imunidade e discreta queda da pressão sanguínea.



Frutas vermelhas
No Brasil, o morango é a fruta mais consumida entre as vermelhas, mas a amora, mirtilo e a cranberry (pouco conhecida por aqui) ajudam a combater o envelhecimento das células e a formação de tumores, segundo uma pesquisa da Universidade de Brasília.

As frutas ainda têm ação antiinflamatória, anticancerígena e antialérgica. Além disso, há pesquisas que apontam que o mirtilo ajuda no emagrecimento, já que ela reduz o número de células de gordura e evita que novas apareçam.

Para que você possa se beneficiar das frutas vermelhas, um copo de suco por dia resolve.


Castanha-do-pará
A castanha, agora também chamada de do Brasil, é rica em selênio, encontrado no solo do Pará. Este mineral tem propriedades que ativam a glândula tireóide e evitam a produção dos radicais livres, retardando o envelhecimento. O alimento ainda reduz o risco de doenças cardíacas.



Maçã
A fruta é responsável por prevenir uma série de doenças cerebrovasculares e câncer de estômago, pulmão e fígado. Pesquisadores da Universidade Católica do Rio Grande do Sul ainda descobriram que a ingestão de cinco maçãs por semana faz com que as pessoas respirem e durmam melhor, além de apresentarem menos problemas na garganta e ajuda no emagrecimento, por ser rica em uma fibra que ajuda na saciedade.


 

Linhaça
A ingestão de uma colher de sopa do alimento por dia ajuda a diminuir o colesterol ruim e o triglicérides. Não há um melhor horário para comer o alimento e ele pode ser misturado nas refeições ou batido com sucos e vitaminas.



Azeite de Oliva Extra Virgem
Melhora a circulação, protege de doenças cardiovasculares e permite a absorção de nutrientes solúveis em gordura. O alimento é rico em vitamina E e gorduras monoinsaturadas, que participam da constituição das membranas das células.


 

Canela
Além de diminuir a compulsão por doce, é digestiva e melhora a absorção dos alimentos. A canela ainda é considerada afrodisíaca, responsável pelo aumento da libido e da disposição.

Por melhorar a atividade da insulina, ajuda no tratamento e prevenção da diabetes, e ainda ajuda a evitar o sobrepeso e acúmulo de gorduras na região abdominal. Pode ser polvilhada com uma fruta quente (uma colher de sopa rasa) ou ser usada em pau em chás (cerca de 3 unidades em cada xícara).


Espinafre
A luteína, substância presente no alimento, é antioxidante e reduz os efeitos maléficos do Sol na pele, além de ajudar a prevenção de problemas de visão. O espinafre ainda é rico em ferro, assim como o agrião.


Peixes de água fria
Salmão e sardinha são as principais fontes de gordura boa e ômega 3 entre os peixes de água fria, com ação antiinflamatória e antioxidante.

O salmão pode ser consumido cru ou cozido. É melhor evitar o peixe defumado, já que as altas temperaturas alteram a gordura boa do alimento. Preste atenção da procedência do peixe, já que aqueles criados em cativeiro são pobres em ômega 3.

Reflexão para começar o mês...

Sou responsável pelo que EU digo
e não pelo que VOCÊ entende !!!!


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