quarta-feira, 13 de julho de 2011

Meu filho, você não merece nada

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada
ELIANE BRUM
   Divulgação
ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê(Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua(Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.


Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.


Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.


Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.



Recadinho...

Doador... seja também!

SOU doadora de órgãos... e muitas pessoas que conheço também! 
Seja você um doador, podemos nos sentir "vivos" através de muitas pessoas...
 são pequenos milagres através de Deus.

*


A mentira descoberta

O  Dr.  Arun  Gandhi,  neto  de Mahatma Gandhi e fundador do Instituto M.K. Gandhi  para  a  Vida  Sem  Violência,  em  sua  palestra de 9 de junho, na Universidade  de  Porto Rico, compartilhou a seguinte história como exemplo da vida sem violência exemplificada por seus pais:



Eu  tinha  16 anos e estava vivendo com meus pais no instituto que meu avô havia fundado, a 18 milhas da cidade de Durban, na África do Sul, em meio a plantações de cana de açúcar.
Estávamos  bem  no  interior do país e não tínhamos vizinhos. Assim, sempre nos  entusiasmava,  às duas irmãs e a mim, poder ir à cidade visitar amigos ou ir ao cinema.
Certo  dia,  meu  pai  me  pediu que o levasse à cidade para assistir a uma conferência  que duraria o dia inteiro, e eu me apressei de imediato diante da oportunidade.
Como  iria  à cidade, minha mãe deu-me uma lista de coisas do supermercado, as  quais  necessitava, e como iria passar todo o dia na cidade, meu pai me pediu  que me encarregasse de algumas tarefas pendentes, como levar o carro à oficina.

Quando me despedi de meu pai, ele me disse: 'Nós nos veremos neste local às 5 horas da tarde e retornaremos à casa juntos.'
Após,  muito  rapidamente,  completar  todas as tarefas, fui ao cinema mais próximo. Estava tão concentrado no filme, um filme duplo de John Wayne, que me esqueci do tempo. Eram 5:30 horas da tarde, quando me lembrei.
Corri  à  oficina,  peguei  o  carro  e  corri  até  onde meu pai estava me esperando. Já eram quase 6 horas da tarde.
Ele  me perguntou com ansiedade: 'Por que chegaste tarde?' Eu me sentia mal com  o  fato  e  não lhe podia dizer que estava assistindo um filme de John Wayne.  Então,  eu  lhe  disse que o carro não estava pronto e que tive que esperar...  isto  eu  disse  sem  saber  que meu pai já havia ligado para a oficina.
Quando  ele  se deu conta de que eu havia mentido, disse-me: 'Algo não anda bem,  na  maneira  pela qual te tenho educado, que não te tem proporcionado confiança em dizer-me a verdade. Vou refletir sobre o que fiz de errado contigo. Vou caminhar as 18 milhas à casa e pensar sobre isto.'
Assim,  vestido  com seu traje e seus sapatos elegantes, começou a caminhar até  a  casa,  por  caminhos que nem estavam asfaltados nem iluminados.
Não podia deixá-lo só. Assim, dirigi por 5 horas e meia atrás dele... vendo meu pai sofrer a agonia de uma mentira estúpida que eu havia dito.
Decidi, desde aquele momento, que nunca mais iria mentir.
Muitas  vezes  me  recordo  desse  episódio  e  penso..  Se ele me tivesse castigado  do  modo  que castigamos  nossos filhos... teria eu aprendido a lição?... Não acredito... Se tivesse sofrido o castigo, continuaria fazendo o mesmo...Mas, tal  ação  de  não-violência  foi tão forte que a tenho impressa na memória como se fosse ontem...
Este é o poder da vida sem violência!!!




terça-feira, 12 de julho de 2011

Recado pra vc!

Para a tristeza.

Fernanda Young


Companheira, sei que você vai chorar quando ler esta carta, mas quero deixar de ver você por uns tempos. Vai ser difícil para mim, pois me acostumei à sua presença, porém não vejo mais motivos para continuarmos juntas. Não nego sua importância; em diversos momentos difíceis da minha vida você permaneceu comigo, mesmo quando todos se afastaram. Só que, com você, sinto que não ando para a frente. Esse seu pessimismo me atrapalha.
Tenho tentado evitar você de todas as maneiras, e isso não é legal. Ainda mais porque sei que se magoa por qualquer coisinha. Mas basta você chegar e lá se vai minha alegria. Não agüento mais os seus assuntos mórbidos, a sua cara desanimada. Até sexo, com você, ficou sem graça. Nada mais broxante do que gente que chora durante a transa.
Perdi anos de minha vida ao seu lado, tristeza, acreditando em tudo que você dizia. Que o amor não existe e o mundo não tem jeito. Você é péssima conselheira para suas parceiras - que o digam a Marilyn e a Sylvia*. Agora, chegou a hora de dar chance à alegria, que há muito tem mostrado interesse em passar uns tempos comigo. Ela me elogia, sabe? Você? O único elogio que eu lembro de ter ouvido de você foi que eu fico bem de olheiras.
Veja bem: não estou dizendo que quero acabar com você para sempre. Sei que estou presa a você, de uma forma ou de outra, pelo resto da vida. E podemos muito bem ter os nossos momentinhos juntas, aos domingos ou em longas tardes de poesia. Só não posso é continuar à mercê dos seus péssimos humores, dia após dia, sabendo que você nunca irá mudar. Chega de fornecer moradia à sua pesada existência.
Desde pequena, abro mão de muita coisa pela sua companhia. Festas a que não fui porque você não me deixou ir, paisagens lindas nas quais não reparei porque você exigiu de mim total atenção, amigas que perdi porque insisti em levar você comigo a todos os lugares. Ora, tristeza, tente ao menos ser mais leve. Sorria de vez em quando, pare um pouco de se lamentar. Ou vai continuar sendo assim: ninguém querendo ficar com você. Não vou cobrar o que deixei de ganhar por sua má influência, pois sei que tristezas não pagam dívidas. Mas quero de volta meus discos de dance music, que você tirou da prateleira. E minhas roupas estampadas, que sumiram do meu armário depois que você se instalou aqui.
Por favor, não tente entrar em contato comigo com as mesmas velhas razões de sempre. Não é a fria lógica dos seus argumentos que irá guiar meu coração daqui por diante. Quero ver a vida por outros olhos, que não os seus. Quero beber por outros motivos, que não afogar você dentro de mim. Cansei da sua falta de senso de humor, do seu excesso de zelo. Vá resolver as suas carências em outro endereço.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sonho secreto

Sabe qual é meu sonho secreto? 
Que um dia você perceba que poderia ter aproveitado melhor a minha companhia.
Que um dia imagine o quanto teria sido ótimo estar ao meu lado, mesmo quando eu estava gripada. No entanto, sei que você está a cada dia que passa mais fugidio. E eu me limito a me surpreender com as circunstâncias da vida.
Que me levaram a viver esse papel: o da mulher que quer mais um pouquinho. 

Constrange-me existir esse personagem Chico Buarque, dolorida, bonita, sendo assim, meio tonta, meio insistente, até meio chata. Nunca precisei aborrecer ninguém antes, então atuo por instinto, cansando-me facilmente. E que fique claro que não é por estar você dessa forma, tão esquivo, que o desejo tanto. Desejo-o porque desejo. Estúpida. Latina. Bethânia. Ainda creio que você, quando eu menos esperar, possa me chegar com um verso em atitude!


-  by Fernanda Young





51 coisas para fazer antes de casar

Se algum apaixonado se ajoelhar e pedir "casa comigo?", não diga "sim". Antes disso, faça este checklist. E só corra para o altar certa de que aproveitou ao máximo sua temporada livre, leve e soltinha por aí.

51 coisas para fazer antes de casar
1. Ter dois amores
Simplesmente porque não consegue decidir qual é o melhor para você. Afinal, eles são tão diferentes... E fofos... E carinhosos.
2. Fingir que só tem calcinhas fio dental
Para sair com pretês, basta usar apenas os pedaços de pano minúsculos e provocantes que existem em sua gaveta. E deixar as confortáveis - pero nada sexy - para os dias de TPM.
3. Ter um amigo gay para fazer número
E ser seu par no casamento em que as tias fofoqueiras vão perguntar por que ainda não tem namorado. Quer melhor companhia de que homem com cara de comercial da Dolce & Gabbana e..., como elas dizem, é um pé de valsa?
4. Cabular a depilação
A vantagem é que ninguém além do espelho vai saber disso.
5. Sobreviver a um Carnaval de rua
Pode ser em Ouro Preto, Salvador, Olinda. A ideia é passar quatro dias e quatro noites em festa e... querer mais na Quarta-Feira de Cinzas.
6. Se divertir com um amigo colorido
Ele tem pegada, vai para a balada com você, não tem ciúme e... está sempre disponível. A única regra: não vale se apaixonar.
7. Beijar uma garota
É só mais uma loucura que, se você tem vontade, pode experimentar. Nem que seja para confirmar que gosta mesmo é de homem.
8. Se jogar no mundo
Para provar a si mesma que consegue se virar num país desconhecido. Trabalhando como au pair, convivendo com uma família de outra cultura, servindo drinques num bar underground...Amadurece - e conta pontos na sua carreira.
9. Engatar um romance com um estrangeiro
E se comunicar apenas pela linguagem corporal, capice?
10. Comprar cinco sapatos de uma só vez
Ou mais. E não passar pelo constrangimento de esconder a prova do seu impulso consumista no porta-malas do carro.
11. Dançar com um bombadão de sunga fio dental
Seja no Clube das Mulheres, seja na despedida de solteira da amiga. Só para incluir no currículo a história insólita.
12. Pegar um buquê de noiva
Para matar as outras solteiras de inveja (e o namorado de susto!).
13. Sair com alguém que você conheceu na internet
Quem sabe o seu destino é ser um case de sucesso de um site de relacionamentos.
14. Não sair com alguém que você conheceu na internet
E provar uma paquera estritamente virtual.
15. Ter um caso com seu vizinho
Você sabe a placa do carro dele, qual jornal lê e até quantos gominhos tem no abdômen. Não dizem que o homem da sua vida pode estar bem ao seu lado? Pois esse é praticamente íntimo!
16. Guardar um vibrador no criado-mudo
Para descobrir a maravilha de só precisar de duas pilhas para subir aos céus com total autonomia. O bullet, estimulador clitoriano, é discreto e competente.
17. Morar sozinha
É uma oportunidade de se conhecer melhor, decidir da cor da parede da sala à hora que vai chegar em casa... sem consultar ninguém! E usar um chuveiro quebrado como desculpa para bater na porta do bonitão do 10º andar e pedir uma mãozinha.
18. Morar com amigas
Você também cresce, amadurece e... aprende a negociar. Exemplo? Se chamar o bonitão do 10º andar para consertar o chuveiro, vai ter que dividir...
19. Fazer uma road trip de mulheres
Diversão sujeita a pneu furado e bonitões cruzando a estrada! Imagine quantas histórias essa aventura com suas BFFs vai render.
20. Ir a uma praia de nudismo
Sem se preocupar com periguetes infiltradas cobiçando o "documento" do seu amor. E com passe livre para cobiçar o de quem quiser!
21. Fazer as pazes com seu corpo
Amar suas gordurinhas, suas sardas, suas marcas de nascença. Ter uma autoestima fortalecida é tão recomendável quanto fazer exames pré-nupciais.
22. Passar uns dias em um spa holístico
Para dar um tempo do mundo, cuidar da alma, relaxar e só pensar em você. Bônus: sair de lá se conhecendo melhor.
23. Entrar de penetra numa festa de celebridade
Você vai beber champanhe de graça, se sentir uma atriz famosa e, quem sabe, acabar amiga de alguém que tenha acesso vip a outras festas assim.
24. Se apaixonar pelo homem errado
E descobrir isso a tempo de não trocar alianças com ele!
25. Fazer supermercado gourmet
E se dar ao luxo de ter na geladeira minigarrafas de champanhe, sorvete de grife, queijo francês e mais nada.
26. Comprar um anel de diamantes
Para que ficar esperando um príncipe? Melhor juntar dinheiro e comprar o modelo dos sonhos. Ou quase o modelo dos sonhos. Ou um projeto de modelo dos sonhos... O que puder bancar. O risco? Ganhar outro do tal príncipe e ficar com dois.
27. Viver uma transa de bad girl
Bancar a dominadora, falar pornografia, fazer o que bem entender... e ir embora sem deixar rastro.
28. Tirar férias em um point de surfe
Para ser paquerada enquanto toma sol e ganhar convites para as melhores festas (solteiras têm tratamento especial).
29. Passar o sábado cuidando da beleza
Fazer massagem, shiatsu, drenagem, mão, pé, escova... sem ter de explicar por que ainda não chegou em casa.
30. Rever todas as temporadas de Sex and the City...
...E se inspirar em Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda para resolver seus próprios problemas amorosos.
31. Ter uma agenda cheia de possibilidades
Com o telefone dos rapazes da manutenção. E acionar sempre que estiver carente de beijinhos, carinhos e otras cositas más.
32. Começar um trabalho voluntário
Melhor ajudar a tornar o mundo um lugar melhor agora. Depois, se conseguir tornar a sua casa um lugar melhor, estará no lucro!
33. Testar os efeitos de transar no primeiro encontro
Só depois de provar você terá uma opinião embasada para essa - ainda - polêmica questão.
34. Exorcizar os demônios de relações passadas
Se precisar, ligue para o ex e diga tudo o que sempre teve vontade. Depois esqueça essa história e deixe o passado a quilômetros de distância do seu coração.
35. Assumir riscos profissionais
Pedir demissão de um trabalho que você odeia. Aceitar ser transferida para outro estado ou país. Abrir o próprio negócio.
36. Sair com um homem que não tem nada a ver com você
Mesmo que não acredite na máxima "Os opostos se atraem". A gente sempre pode mudar de ideia.
37. Investir em amigos de verdade
Daqueles que nunca vão abandonar você (mesmo se sumir da vida deles por uns tempos).
38. Lotar a agenda de cursos
Para saber degustar vinhos, jogar baralho cigano, mergulhar, falar francês. Acredite: casada você não terá tanto tempo livre quanto agora.
39. Exagerar nos drinques
Com direito a dar show em cima da mesa e não se lembrar de nada no dia seguinte. E só ter de prestar contas à própria consciência.
40. Revelar suas aventuras sexuais às amigas
A intimidade com elas nessa fase permite abrir segredos inconfessáveis.
41. Rachar o aluguel de uma casa na praia
E passar o endereço para os mais gatos da areia.
42. Imitar a Beyoncé na sala
Só de lingerie. Com direito a caras e bocas. Sem risco de ser flagrada.
43. Seduzir o DJ e o barman
Da mesma festa. Para ganhar drinques, escolher a música que quiser e ainda se sentir sexy, sexy.
44. Aprender a fazer as próprias unhas
E aprender o truque de enchê-las de creme se surgir um compromisso e elas não estiverem feitas a tempo.
45. Ficar um dia inteiro de pijama
Sem fazer nenhum movimento mais radical do que esticar o braço até a xícara de cappuccino.
46. Ter uma tatuagem
Essa marca pessoal e intransferível não precisa ser feita em comum acordo com ninguém.
47. Emendar um programa no outro
Happy hour do trabalho, aniversário da amiga da faculdade, balada com as BFFs. Para que escolher um se pode fazer tudo?
48. Ter um closet sexy
Aproveite: nunca em sua vida você usará tantos tops de paetê e saias micro quanto agora.
49. Comemorar seu aniversário de 25 anos
E o de 30 também. Sem crises existenciais por não ter encontrado sua cara-metade, ok?
50. Cortar o cordão umbilical
Antes mesmo de ir morar sozinha (ou casar). Seus pais precisam saber que não é mais uma garotinha. E que as suas decisões nem sempre serão aquelas que eles tomariam.
51. Noivar
Resgatar a tradição está na moda. É para se envolver com os preparativos do casamento, sonhar com o vestido branco, a lua de mel - certa de que cumpriu seus anos de solteira com cem por cento de aproveitament

Vacina contra o papiloma vírus (HPV) para homens

Vacine seu filho!

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso da vacina contra o HPV para uso em homens de 9 a 26 anos. A vacina já é usada de rotina em mulheres para prevenir o câncer do colo uterino. No homem previne o câncer do pênis, ânus e orofaringe. A vacina é aplicada em 3 doses e LAMENTAVELMENTE só é disponível em clínicas privadas ao custo de R$ 380,00 a dose.

http://naodaparaficarcalado.blogspot.com/


Até agora, aqui, imunização contra o vírus só era indicada para mulheres; apenas rede privada oferece injeção Indicação vai de crianças a partir de 9 a adultos com 26 anos; droga evita verrugas genitais e câncer




A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a aplicação da vacina contra HPV (papilomavírus humano) em meninos e homens entre 9 e 26 anos. A imunização previne as verrugas genitais causadas, principalmente, pelos tipos 6 e 11 do vírus. A vacina, conhecida como Gardasil (Merck Sharp & Dohme), está liberada para os homens nos EUA desde 2009.
No Brasil, ela foi aprovada para mulheres em 2008, mas só está disponível na rede privada, ao custo de R$ 900.


Para liberar a imunização masculina, a Anvisa se baseou em um estudo publicado no "New England Journal of Medicine", que comprova a redução de 90% das lesões genitais externas. O estudo clínico, que acompanhou 4.065 homens em 18 países, inclusive o Brasil, comprovou a eficácia da vacina contra lesões ligadas aos tipos 6,11, 16 e 18 do HPV. O tipo 16 é o que tem levado ao aumento dos tumores de boca e da região da garganta (orofaringe) no Brasil, conforme revelou a Folha ontem. Em hospitais brasileiros, até 80% desses cânceres estão associados ao HPV.


Proteção
 

Segundo a pesquisadora Luisa Villa Lina, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e uma das maiores especialistas em HPV no país, além das verrugas genitais, espera-se que a vacina proteja os homens contra tumores de pênis, ânus e orofaringe. A infecção pelo papilomavírus está ligada a cerca de 40% dos casos de câncer de pênis e de 30% a 40% dos de câncer anal em homens.


Segundo Lina, o ideal é que, assim como as meninas, os garotos sejam vacinados antes do início da vida sexual. No Brasil, pesquisas indicam que isso acontece aos 13 anos, no caso dos homens, e aos 15, para as mulheres. Mas a pesquisadora acredita que, mesmo que já tenham sido expostos ao HPV, homens e mulheres podem ser beneficiados, porque a vacina evita novas infecções e reduz o risco de câncer.
O pesquisador da USP Adhemar Longatto Filho afirma que a aprovação da vacina para homens vai trazer "um benefício tremendo". "O homem é o principal vetor de muitas das lesões causadas pelo HPV. É crucial que ele seja vacinado."

Contágio
É comum o HPV permanecer no organismo sem qualquer sintoma por meses ou anos. Os cânceres, por exemplo, podem demorar de dez a 20 anos para se desenvolver. O risco de contágio é alto (de até 80%), e o vírus pode ser passado mesmo latente (sem manifestação visível).

A maioria dos tipos de HPV não causa sintoma e desaparece espontaneamente sem tratamento, o que significa que muitas pessoas não sabem que são portadoras. Um estudo recente mostrou, por exemplo, que 50% dos homens saudáveis já foram infectados pelo HPV. A vacina contra o papilomavírus é administrada em três doses, com aplicação intramuscular.
Folha de São Paulo

Inspire-se nas famosas para adotar franjas

Preparem as tesouras, porque as franjas estão com tudo de novo. Veja qual é o tipo mais indicado para cada rosto se inspirando nas famosa
As clássicas franjas voltaram a fazer a cabeça das estrelas da telinha. Com a chegada do inverno, o corte ganhou força e agrega muito estilo ao visual.
Franjas curtas, longas, retas ou irregulares? Todas! O essencial é saber qual é o formato do seu rosto para poder coordená-lo com o corte mais adequado.

Segundo o cabeleireiro Tony Carvalho, qualquer um pode usar franja, mas antes é muito importante consultar um profissional: "Uma conversa anterior ao corte pode ajudar a distinguir o estilo da pessoa e, assim, o cabeleireiro consegue casar o gosto do cliente com o formato do rosto", detalha.

Mas atenção! A franja quase sempre pede mais tempo e dedicação do que os cortes tradicionais. Portanto, se optar por usá-la, prepare-se para investir uns minutos a mais no uso da escova e até do secador. Dependendo do ritmo de crescimento de seu cabelo, as passadas no salão também tendem a aumentar!
famosas
Foto: Agnews
Flávia Alessandra

Rostos longos, como o da atriz pedem franjas mais longas, que parecem diminuir o comprimento da face.

Daniele Suzuki

Daniele ficou linda com a franjinha, que a rejuvenesceu.
famosas
Foto: Agnews


Sabrina Sato
"Eu achei bem bacana o estilo de Sabrina Sato. Nem todo mundo pode ousar assim, mas ficou bem despojado", diz Tony.
Fernanda Lima
Normalmente a franja é cortada 1 cm acima das sobrancelhas ou rente a elas, como fez Fernanda Lima.
famosas
Foto: SBT e Rede Globo

Fátima Freire
Para interpretar Lúcia, em "Amor e Revolução", Fátima Freire aderiu à clássica franjinha. "Não há idade para usar franja, isso é relativo, cada um tem que fazer sua própria moda e se sentir bem", justifica a veterana.

Ellen Roche
Ellen tem o o rosto mais quadrado, que casa bem com um corte oval em cima das sobrancelhas.
famosas
Foto: SBT e Agnews
Fernanda Rodrigues

Quem não tem tanto cabelo, pode agregar volume à franja, usando mais fios do centro da cabeça, assim como fez a atriz.

Dani Moreno
Dani Moreno investiu no chanel clássico com a franja bem aparada.
Publicado em 01/07/2011
Stephanie Celentano

Quando um não quer, dois não podem ser felizes!

Para quem está de fora, é bem mais fácil perceber quando alguém está insistindo numa história que, muito provavelmente, não tem futuro. Mas para quem está envolvido diretamente nesta tal história, tentando simplesmente ser feliz no amor, parece que sempre vale a pena tentar mais uma vez.

Afinal, quase sempre o outro dá alguns sinais. Em geral, não são exatamente sinais verdes, mas amarelos, com certeza. Ou seja, deixa brechas que fazem com que a pessoa se encha de esperança, crie expectativas e fortaleça a ideia de que, quem sabe, talvez, se persistir mais um pouquinho, dê certo e engatem um encontro de verdade.

Acontece que, entre uma esperança e outra, sempre vem duas ou três frustrações, mais furos, mais desencontros, menos sintonia. E assim segue o ritmo desgastante e doloroso que só não vê quem não quer: quando um não está disponível, dois não podem viver uma história de amor!

Se você se identifica com algo parecido, se tem se sentido derrapando na estrada que acredita que o levará ao encontro da tão desejada felicidade, lembre-se do sábio dito popular: "para um bom entendedor, meia palavra basta". Isto é, pare de dar "murro em ponta de faca", reveja suas escolhas, olhe para a realidade tal qual ela se mostra e pare de viver de ilusões seguidas de desastrosas desilusões!

Você merece bem mais do que isso, mas só vai viver, de fato, algo que realmente o faça crescer e se sentir feliz quando acreditar nesta possibilidade e acender, você mesmo, todos os sinais vermelhos para esta história morna, sem intensidade, sem profundidade e sem coração, na qual você vem insistindo em investir.

Em primeiro lugar, perdoe tudo isso, todo o seu passado e todo o seu presente. Compreenda que todos nós erramos para, então, finalmente, acertar! Agora, convicto do que quer, talvez você se dê conta de que a pessoa que está procurando, a que você realmente quer encontrar, não é esta com quem vem lutando e se machucando a tempos. A que você realmente merece encontrar é aquela que estará tão envolvida quanto você.

Sim, isso mesmo, você precisa de um novo amor, mas não de um amor que só existe no seu mundo ou nas suas expectativas vazias. A partir de hoje, portanto, vai investir na busca ou mesmo na espera (consciente e equilibrada) de um amor recíproco, intenso, inteiro, entregue, que esteja tão disposto quanto você a experimentar todos os sentimentos e a superar qualquer dificuldade.

Um relacionamento que lhe renda sonhos realizados, desejos vivenciados e uma história consistente entre duas pessoas que reconhecem que vale a pena insistir, sim, num amor, desde que os dois corações estejam seguindo o mesmo caminho, na mesma direção. E assim, quem sabe, você nunca mais se deixe consumir numa insistência masoquista, esvaziada de qualquer criatividade ou reciprocidade...

Isto é amar e ser livre. Amar e ser feliz!


Rosana Braga
 Palestrante, Jornalista, Consultora em Relacionamentos
e Autora dos livros "O PODER DA GENTILEZA" e
 "FAÇA O AMOR VALER A PENA", entre outros.
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