quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Davi, uma figurinha linda!!!

Uma fase tão intensa mas especial. Momentos de descobertas e possibilidades. De referência. Do sim e do não. Do entendimento. Das experiências e travessuras. Um amor, uma fúria, tudo junto e misturado!!!!

Pequeno artista 

Se você puser um giz de cera na mão do seu filho, talvez se surpreenda de vê-lo riscando algumas linhas horizontais e verticais -- embora a maior parte da obra de arte seja mesmo formada por rabiscos.

Desenhar (ou rabiscar) é uma atividade que envolve a coordenação motora fina, como a habilidade de segurar coisas e o movimento de pinça. Também treina a coordenação visuomotora -- entre as mãos e os olhos -- e a imaginação. 

Pode ser, porém, que a criança não tenha o menor interesse em riscar o papel. Não há motivo para se preocupar. Ela provavelmente está empenhada em desenvolver outras habilidades, como andar com firmeza, correr, subir degraus etc. 

Se você quer experimentar as habilidades artísticas da criança, prefira papéis grandes e grossos, que não escorreguem fácil da mesa, ou prenda-os à superfície com fita adesiva. 

Caneta hidrográfica e giz de cera funcionam melhor para a criança, mas fique de olho nas paredes -- nem sempre fica fácil de limpar, se o desenho sair no lugar errado. Um ambiente razoavelmente controlado para esse tipo de atividade é o cadeirão. 

Comida no microscópio 

A hora de comer está mais difícil? Com esta idade, a criança pensa no gosto, na textura e até na cor do alimento antes de colocá-lo na boca. Continue oferecendo comidas variadas, e segure o instinto de obrigá-lo a comer. Dê você o bom exemplo e coma com gosto, junto com ele, para quem sabe instigar a curiosidade e o interesse do seu filho. 

Embora a criança já mastigue bem, é bom cortar a carne em pedaços pequenos e ficar atento a alimentos perigosos, com os quais ele possa engasgar. 

Como vai seu papagaio? 
Nesta fase, as crianças querem imitar e repetir tudo o que ouvem. Em média, com 1 ano e 8 meses, uma criança diz mais ou menos uma dúzia de palavras diferentes, mas isso varia muito. Há aquelas que falam muito mais que isso, e outras que não dizem quase nada, e todas são normais. 

O importante é saber que seu filho entende muito mais palavras do que as que consegue dizer. Faça um teste: peça a ele que vá buscar no quarto um travesseiro, por exemplo, e ele deve voltar com o objeto certo, mesmo que esteja longe de conseguir dizer a palavra. 

Está chegando a idade das birras 
Os 2 anos de idade são tão famosos pelos escândalos e ataques de fúria que em inglês existe até o apelido "terrible twos" -- uma idade terrível. Mas todo mundo sobrevive, e o importante é saber que as birras são normais, e quase nenhuma criança escapa, nem mesmo as mais calmas e comportadas. 

Seu filho ainda não reclama de nada? Talvez a fase ainda não tenha começado. Os primeiros sinais são: ele insiste em fazer exatamente o que você acabou de dizer que não, ou se joga no chão quando fica muito irritado. A busca pela independência é tanta que às vezes a criança faz escândalo por uma coisa que nem quer de verdade, só para ver se tem o poder de consegui-la. 

Por mais bizarra que seja a situação, até engraçada, é difícil manter a cabeça fria na hora da gritaria. Um bom caminho é ficar por perto do seu filho, deixá-lo chorar e extravasar a raiva, que logo vai passar. Outros preferem distrair a criança com alguma outra coisa. 

Se você estiver num lugar público ou na casa de alguém, leve a criança para algum lugar mais isolado, até que ela se acalme. Guarde o castigo para daqui a alguns meses, quando ela já entender melhor como seguir regras. 

Cuidado com saídas à noite, ou no fim da tarde, perto da hora de dormir. Crianças cansadas são ótimas candidatas a um ataque de birra. Se for sair, procure levar o carrinho e uma comida de emergência para não deixar seu filho muito cansado ou com sono. Pelo menos você diminui um pouco o risco de um escândalo. 

Chamego e colo 
Muitas crianças são bastante carinhosas nesta idade. Seu filho deve gostar de sentar no seu colo, porque sabe que esse é um jeito de ter sua atenção todinha para ele. Aproveite o contato para fazer coisas juntos: cantar, dançar, olhar um livrinho, fazer brincadeiras como "Serra, serra, serrador, serra o papo do vovô!". 

Até assistir a um desenho na TV juntinhos vale, afinal às vezes a criatividade para brincadeiras se esgota, ou você está cansada demais para fazer qualquer outra coisa. Só aproveite para comentar o que vocês estão assistindo, pois assim a criança aumenta seu vocabulário e interage com você, em vez de só ficar hipnotizada pela tela.

Torcendo para o Avaí, time do Papai e do mano
Trabalhando no escritório do Papai... rsrsrs
Com o "cheirinho" nos dias de gripe

Pronto pra sair... pose e tudo!!!

Até os momentos mais sombrios escondem uma alegria, uma solução pode ser encontrada no lugar menos esperado e o mágico e o corriqueiro caminham juntos para transformar nossas vidas.
Livro: Uma cura para meu filho - Rupert Isaacson

Maturidade


Um beijo especial a querida D. Zaida (sogra da Gi, minha querida amiga e nutricionista) 
que carinhosamente lê meus posts e me enche de carinho...

A Raiva

# Elizabeth Cavalcante #


A raiva é um dos sentimentos mais intensos que costumamos experimentar e, de modo geral, está relacionada à frustração de nossos desejos e expectativas. Ela é motivada por uma dor interior, quando nos sentimos traídos ou machucados pela vida e expressamos esta mágoa através de atitudes raivosas. É como se nos sentíssemos impelidos a descontar no restante do mundo a dor que alguém nos causou.

É importante aprender a reconhecer as raízes internas de nossa raiva, para que possamos conscientemente eliminar as causas que nos levam a este sofrimento.

A raiva também pode estar relacionada à criança que fomos um dia. Se em nosso passado, não tivemos a oportunidade de expressar nossa raiva, por termos sido reprimidos por pais muito autoritários, poderemos seguir pela vida engolindo nossa raiva e direcionando-a muitas vezes para nós mesmos, gerando desequilíbrios que cedo ou tarde se manifestarão na forma de doenças.

Aprender a observar nossa raiva no momento em que ela se apresenta é algo muito útil, pois somente conhecendo profundamente a origem deste sentimento em nosso interior, é que poderemos finalmente deixá-la ir embora, não nos apegarmos a ela.

Há circunstâncias na vida em que é difícil não sentir raiva, principalmente quando somos desrespeitados em nossos direitos. Mas, o ideal é lutar por eles de forma sensata, movidos pela energia da justiça e da ética, caso contrário, corremos o risco de nos tornarmos agentes da violência e da agressividade.

A insanidade dominante no mundo atual é resultado da inconsciência, pois muitos seres humanos se deixam dominar pela energia da raiva e permitem que ela os leve a atos dos quais irão se arrepender. Se quisermos construir um mundo de paz, precisamos urgentemente aprender a lidar com nossas emoções de uma forma mais madura e consciente.

A psicologia da raiva é que você queria algo e alguém lhe impediu de conseguir isso. Alguém veio como um bloqueio, como um obstáculo. Toda sua energia estava indo conseguir algo e alguém bloqueou a energia. Você não conseguiu o que queria. Agora essa energia frustrada transforma-se em raiva… raiva contra a pessoa que destruiu a possibilidade de realizar seu desejo.

...Você não pode impedir que a raiva aconteça porque ela é um subproduto, mas você pode fazer algo para que o subproduto não aconteça de jeito nenhum.

...Na vida, lembre-se de uma coisa: nunca deseje coisa alguma tão intensamente como se isso fosse uma questão de vida ou morte. Seja um pouco brincalhão.

Não estou dizendo, não deseje – porque isso se tornará uma repressão em você. Estou dizendo, deseje, mas deixe seu desejo ser brincalhão. Se você puder realizá-lo, ótimo. Se você não realizá-lo, talvez não fosse o tempo certo; veremos da próxima vez. Aprenda algo da arte de brincar.

...Ficamos tão identificados com o desejo que quando este é bloqueado ou impedido nossa energia pega fogo; ela queima. E nesse estado de quase insanidade você pode fazer alguma coisa da qual você irá se arrepender. Isso pode gerar uma série de eventos que toda sua vida pode ficar enrolada nisso.
Devido a isso, por milhares de anos, eles ficaram dizendo, Sejam sem desejos.

...Mesmo as pessoas que disseram, Sejam sem desejos também deram a vocês um motivo, um desejo: se você ficar sem desejos você irá alcançar a suprema liberdade, nirvana. Isso também é um desejo.

Você pode reprimir um desejo por algum outro desejo maior... Você só mudou o alvo. ...A raiva é sempre proporcional ao desejo.

...É uma infelicidade que nenhuma religião no mundo tenha aceitado o senso de humor como uma das qualidades básicas para o homem religioso. Quero que vocês entendam que o senso de humor, a brincadeira, devem ser as qualidades fundamentais.

Vocês não devem levar as coisas tão seriamente, assim a raiva não surgirá. Vocês podem simplesmente rir da coisa toda. Vocês podem começar a rir para vocês mesmos. Vocês podem começar a rir de situações nas quais vocês estariam raivosos e loucos.

Usem a brincadeira, o senso de humor, a risada. È um mundo grande, e existem milhões de pessoas. Todo mundo está tentando conseguir algo. É muito natural que às vezes pessoas se intrometam nos caminhos um dos outros – não que eles queiram isso, é apenas a situação, é acidental.

...Isso é o que quero dizer quando falo para não levar coisa alguma a sério... nem mesmo você mesmo. E assim você verá que a raiva simplesmente não aconteceu. Não há nenhuma possibilidade de raiva. E a raiva certamente é um dos maiores vazamentos da sua energia espiritual. Seja brincalhão com seus desejos, e assim permaneça o mesmo no sucesso ou no fracasso.

Apenas comece a pensar sobre si mesmo à vontade… nada especial; não que você precisa ser vitorioso, não que você tenha que ser bem sucedido em cada situação.

...Uma vez que isso se estabeleça em seu ser, então, tudo é aceitável. A raiva desaparece e quando ela desaparece, deixa para trás uma tremenda energia de compaixão, de amor, de amizade. 

Osho, The Sword and the Lotus


Alguém especial


É isso que você quer – ou um monte de gente basta?


“Ficar com muita gente é fácil”, diz um amigo meu, com pouco mais de 25 anos. “Difícil é achar alguém especial”.
Faz algum tempo que tivemos essa conversa. Ele tentava me explicar por que, em meio a tantas garotas bonitas, a tantas baladas e viagens, ele não se decidia a namorar.
Ele não disse que estava sobrando mulher. Não disse que seria um desperdício escolher apenas uma. Não falou em aproveitar a juventude ou o momento e nem alegou que teria dificuldade em escolher. Disse apenas que é difícil achar alguém especial.
Na hora, parado com ele na porta do elevador, aquilo me pareceu apenas uma desculpa para quem, afinal, está curtindo a abundância. Foi depois que eu vim a pensar que existe mesmo gente especial, e que é difícil topar com uma delas.
Claro, o mundo está cheio de gente bonita. Também há pessoas disponíveis para quase tudo, de sexo a asa delta. Para encontrar gente animada, basta ir ao bar, descobrir a balada, chegar na festa quando estiver bombando. Se você não for muito feio ou muito chato, vai se dar bem. Se você for jovem e bonita, vai ter possibilidade de escolher. Pode-se viver assim por muito tempo, experimentando, trocando de gente sem muita dor e quase sem culpa, descobrindo prazeres e sensações que, no passado, estariam proibidos, especialmente às mulheres.
Mas talvez isso tudo não seja suficiente.  
Talvez seja preciso, para sentir-se realmente vivo, um tipo de sensação que não se obtém apenas trocando de parceiro ou de parceira toda semana. Talvez seja preciso, depois de algum tempo na farra, ficar apaixonado. Na verdade, ficar apaixonado pode ser aquilo que nós procuramos o tempo inteiro – mas isso, diria o meu jovem amigo, exige alguém especial.
Desde que ele usou essa fatídica expressão, eu fiquei pensando, mesmo contra a minha vontade, sobre o que seria alguém especial, e ainda não encontrei uma resposta satisfatória. Provavelmente porque ela não existe.
Você certamente já passou pela sensação engraçada de ouvir um amigo explicando, incansavelmente, por que aquela garota por quem ele está apaixonado é a mulher mais linda e mais encantadora do mundo – sem que você perceba, nela, nada de especial. OK, a garota é bonitinha. OK, o sotaque dela é charmoso. Mas, quem ouvisse ele falando, acharia que está namorando a irmã gêmea da Mila Kunis. Para ele ela é única e quase sobrenatural, e isso basta.
Disso se deduz, eu acho, que a pessoa especial é aquela que nos faz sentir especial.
Tenho uma amiga que anda apaixonada por um sujeito que eu, com a melhor boa vontade, só consigo achar um coxinha. Mas o tal rapaz, que parece que nasceu no cartório, faz com que ela se sinta a mulher mais sensual e mais arrebatada do planeta. É uma química aparentemente inexplicável entre um furacão e um copo de água mineral sem gás, mas que parece funcionar maravilhosamente. Ela, linda e selvagem como um puma da montanha, escolheu o cara que toma banho engravatado, entre tantos outros que se ofereciam, por que ele a faz sentir-se de um modo que ninguém mais faz. E isso basta.
É preciso admitir que há gente que parece especial para todo mundo. Não estou falando de atores e atrizes ou qualquer dessas celebridades que colonizam as nossas fantasias sexuais como cupins. Falo de gente normal extremamente sedutora. Isso existe, entre homens e entre mulheres. São aquelas pessoas com quem todo mundo quer ficar. Aquelas por quem um número desproporcional de seres humanos é apaixonado. Essas pessoas existem, estão em toda parte, circulam entre nós provocando suspiros e viradas de pescoço, mas não acho que sejam a resposta aos desejos de cada um de nós. Claro, todo mundo quer uma chance de ficar com uma pessoa dessas. Mas, quando acontece, não é exatamente aquilo que se imaginava. Você pode descobrir que a pessoa que todo mundo acha especial não é especial para você.
Da minha parte, tendo pensado um pouco, acho que a pessoa especial é aquele que enche a minha vida. Ela é a resposta às minhas ansiedades. Ela me dá aquilo que eu nem sei que eu preciso – às vezes é paz, outras vezes confusão. Eu tenho certeza que ela é linda por que não consigo deixar de olhá-la. Tenho certeza que é a pessoa mais sensual do mundo, uma vez que eu não consigo tirar as mãos dela. Certamente é brilhante, já que ela fala e eu babo. E, claro, a mulher mais engraçada do mundo, pois me faz rir o tempo inteiro. Tem também um senso de humor inteligentíssimo, visto que adora as minhas piadas. Com ela eu viajo, durmo, como, transo e até brigo bem. Ela extrai o melhor e o pior de mim, faz com que eu me sinta inteiro.
Deve ser isso que o meu amigo tinha em mente quando se referia a alguém especial. Se for isso vale a pena. As pessoas que passam na nossa vida são importantes, mas, de vez em quando, alguém tem de cavar um buraco bem fundo e ficar. Essas são especiais e não são fáceis de achar.  
Ivan Martins - Revista Época.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Perfeito para o dia de hoje...


Como ultrapassar os problemas pessoais


Como todos sabemos, o stress é parte integrante da nossa vida diária. É inevitável que nos deparemos com problemas pessoais e situações difíceis. Sem desafios, muito provavelmente a nossa existência seria muito chata. Os desafios na nossa vida podem ser encarados de duas formas. Podemos estar animados, entusiasmados, excitados e motivados face a algo que queremos conquistar, mas pela positiva, pelo ganho, pela mais-valia da conquista e do resultado desejado, como por exemplo ganhar uma medalha, ser promovido, ou ganhar mais dinheiro. Ou, podemos ter de forçar-nos a estruturarmo-nos mentalmente para vislumbrar uma forma de motivarmo-nos a resolver situações e/ou problemas que nos causam tremendo incómodo, mas que se os conseguirmos remover e/ou ultrapassar iremos sentir uma satisfação e alegria idêntica a uma conquista desejada.
Embora em muitos casos, quando conseguimos ultrapassar e/ou resolver alguns dos nossos problemas pessoais, isso faça com que consigamos expressar o que de melhor existe em nós. Há momentos em que os problemas pessoais prejudicam-nos, infligem-nos amargura, retrocesso e mal-estar, fazendo-nos sentir inúteis e impotentes. Para sentirmos significado na nossa existência, precisamos superar desafios pessoais com que nos vamos deparando ao longo da vida. Perante esta realidade é importante não desistirmos prematuramente dos nossos objetivos, quer sejam pelo desejo de conquista, quer sejam pelo desejo de recuperar de uma situação difícil.
Não existe uma solução universal para um problema. De facto, há momentos em que os problemas podem levar a outros, podendo todos nós atravessarmos fazes angustiantes na nossa vida.  Provavelmente não podemos resolver todos os problemas de forma imediata, alguns levam mais tempo que outros, alguns perturbam-nos mais que outros. Por vezes a estratégia mais razoável é tentarmos resolver uma coisa de cada vez e esperar o melhor. Quando você quer superar os desafios é melhor utilizar a presença de espírito, o pensamento positivo e atitudes positivas. Mesmo perante a dificuldade extrema, estabeleça um desafio positivo e otimista na sua vida. Apesar de existirem milhares de livros, revistas e guias de auto-ajuda, os quais têm o valor que lhes reconhecemos, podendo realmente servir-nos para pensar positivo, ultrapassar obstáculos e atingir metas, o que é certo é que existem algumas situações que você tem de contar com a sua capacidade e adaptabilidade no sentido de encontrar as suas próprias soluções. É  quando você mais necessita de si mesmo que os seus problemas pessoais podem crescer ainda mais, você pode torna-se no seu maior problema. Será você mesmo o seu maior problema?

SUPERAR-SE A SI MESMO: ABRAÇANDO A MUDANÇA

Você quer uma vida melhor? No entanto, parece nunca ser capaz de superar os problemas que lhe surgem? A identificação da raiz dos problemas internos criados pelo nosso próprio ego, assim como encontrar formas de catapultar-se para lá dessas preocupações paralisantes (auto-sabotagem), é fundamental para viver uma vida significativa. Este é um passo necessário de ser dado. É importante que se distinga e se desapegue temporariamente do seu problema (interno ou externo) no sentido de clarificar melhor algumas opções e/ou não se deixar levar integralmente pelos seus sentimentos e emoções, que nestas circunstâncias serão na sua maioria sentimentos incapacitantes, angustiantes e depressivos.
Para refletir: Você não é o seu problema. Você é que tem o problema. Você não é os seus sentimentos, comportamentos ou pensamentos. Você é aquele que sente, age e pensa. De acordo com a Psicologia da Gestalt, o todo é mais que a soma das suas partes.
Se não conseguir algum distanciamento, então simplesmente pode entrar numa espiral de negatividade e ficar atolado na sua  própria amargura (bagunça). Muitos de nós desenvolvemos todos os tipos de desculpas que usamos para justificar o nosso comportamento desajustado e inadequado. Por vezes sentimo-nos confortáveis a ter uma mentalidade de vítima. É como se nós quiséssemos permanecer presos na infelicidade e  instabilidade emocional,  evitando agarrar na possibilidade de poder construir uma vida mais gratificante e sermos bem sucedidos.
Seja o que for que precise para se superar ou superar os problemas pessoais, é preponderante começar por olhar profundamente dentro de si mesmo para ver se você é o seu maior/pior inimigo. Provavelmente, se você conseguir superar os seus problemas internos, então você certamente irá voar para novas alturas, novas possibilidades passam a cruzar-se no seu caminho.

PROBLEMAS PESSOAIS QUE IMPEDEM A MUDANÇA

Existem milhões de variações e formas de lidar com os nossos problemas pessoais, os internos(conflitos do ego, auto-sabotagens, sentimentos de culpa, mentalidade de vítima, medo do fracasso, entre outros), e os externos (desemprego, luto, problemas financeiros, problemas de relacionamento, entre outros), no entanto e de acordo com a minha experiência, aponto para três fatores como estando na raiz do que normalmente nos impede de efectuar uma mudança positiva na nossa mentalidade e consequentemente na nossa vida. Os problemas pessoais podem ser de naturezas distintas, uma interna, em que se relacionam com as nossas características individuais e formas de olhar o mundo, e uma externa, em que se relacionam com as circunstâncias de vida. Ainda que ambas as formas se interliguem e dependam uma da outra, a minha intenção neste artigo é explorar a forma de ultrapassar os problemas pessoais de natureza interna.

Vejamos os três fatores/obstáculos que impedem a mudança:

1 – Viciados na recompensa. O comportamento desajustado e impróprio pode ter as suas recompensas. Podem existir algumas  recompensas que você gosta e das quais não quer desistir. O vício é o estado de ser em que somos “escravizados” por algo, seja física ou psicologicamente, é um hábito formando na medida em que a interrupção do mesmo causará dor, angústia e mal-estar. A dor pode ser emocional, que é normalmente o caso, excepto em casos muito extremos.
Por outras palavras, você desenvolve um laço emocional muito poderoso com a recompensa que recebe por accionar os comportamentos desajustados, impróprios e prejudiciais. Eles dão-lhe um senso de controlo. Essas acções e/ou formas de agir produzem sentimentos, sensações e emoções que você simplesmente não quer desistir. No entanto tem um profundo senso que esses comportamentos o prejudicam e lhe dificultam a vida.
Para refletir: A capacidade de substituir/inibir alguns dos nossos impulsos é o que nos separa dos animais irracionais.

Como minimizar e/ou superar:

Você tem o poder de decidir. Você vai continuar fazendo o que está prendendo você, ou vai decidir-se a escolher em consciência? É tempo de decidir ir para o outro lado onde a relva é mais verde e você possa seguir em frente, sem tantos condicionalismos. É tempo de perguntar: que tipo de pessoa você quer ser? É tempo de experimentar uma vida melhor. Mas, para que isso aconteça você vai ter que conscientemente decidir-se a abandonar a sua dependência, a dependência das velhas recompensas.

Exemplo:

  • Será que você quer perder peso mas não tem conseguido?
  • Será que você quer deixar de fumar, mas não tem conseguido?
  • Será que você é demasiado perfeccionista e isso impede-o de atingir os seus objetivos?
  • Será que você ferve em pouca água, e isso causa-lhe alguns transtornos na vida?
  • Será que você evita uma situação que lhe causa ansiedade, mas isso impede-o de desfrutar o momento?
  • Será que você vive agarrado ao passado, impedindo-o de viver o presente?
Certamente, algumas das coisas que fazemos e que sabemos que são comportamentos que não são saudáveis ou não nos trazem vantagem ou melhoria para a vida, estão enraizados num sentimento imediato de bem-estar. Ou seja, paralelamente a um comportamento prejudicial, existe um benefício, normalmente esse benefício é compensador, esse benefício está ligado a uma incapacidade ou necessidade nossa.

Exemplo:

  • Eu continuo a comer compulsivamente; motivo: prazer e satisfação, funcionando ainda como uma forma de compensar a instabilidade emocional e falta de auto-estima.
  • Eu continuo a fumar; motivo: permite aliviar o stress.
  • Eu tenho de fazer sempre tudo na perfeição ou não valho nada; motivo: Proteção das suas capacidades, habilidades e auto-estima.
  • Eu sigo as minhas emoções; motivo: necessidade se ser fiel a si mesmo.
  • Eu evito situações embaraçosas; motivo: para proteger a minha imagem e reduzir a minha ansiedade e mal-estar
  • Eu continuo a reviver o passado, pois tenho medo de enfrentar novos desafios; motivo:medo de mudança e sentimento de insegurança.
Ter dificuldade em alterar um determinado tipo de comportamento, não é sinónimo de ser impossível. Aquilo que é necessário é força de vontade e auto-disciplina para conseguirmos seguir em frente e implementar as estratégias necessárias para uma mudança adequada e adaptada aquilo que queremos. Afortunadamente, o nosso cérebro é plástico, tem a capacidade de criar novas redes neuronais, novos caminhos e padrões de pensamento que nos permitem a mudança desejada. Aliada à capacidade cerebral para criar novos caminhos para problemas antigos, está a capacidade que temos para nos colocarmos em determinados estados emocionais que facilitam essa mesma mudança.
É necessário alinharmos um conjunto de ferramentas (auto-verbalizações e afirmações positivas, estados emocionais, pensamento positivo, atitude positiva, estados fisiológicos), para nos colocarmos no nosso melhor estado no sentido de criarmos uma estrutura mental para êxito. O êxito que tanto desejamos ter na nossa vida começa inevitavelmente na nossa própria capacidade de nos ajudarmos a nós mesmos. Seremos tanto mais eficazes quanto mais percebermos que temos a capacidade e possibilidade de nos mudarmos a nós mesmos. Não estou a querer dizer que você passa a ser outra pessoa, mas sim que pode passar a agir mais sintonizado com os seus valores, objetivos, desejos e propósito de vida.
2 – Não reconhecer que o problema o magoa. Negar que um problema ainda existe, certamente impede uma mudança significativa. Temos uma incrível capacidade de racionalizar o nosso comportamento e desenvolver uma cegueira mental para os seus efeitos. Você pode gostar de pensar que aquilo que está fazendo não o magoa nem o prejudica, mas se olhar mais de perto, certamente a sua ideia mudará. Na grande maioria das vezes, não reconhecer que o problema magoa pode estar a funcionar como uma estratégia de proteção, só que essa estratégia de proteção não permite dedicar-se a uma estratégia construtiva de resolução ou enfrentamento do problema, o que aumenta o próprio problema e consequentemente o seu incómodo.
A chave aqui é admitir que você precisa mudar antes que o seu comportamento desajustado contribua para uma crise na sua vida. A crise pode apresentar-se de muitas formas diferentes. Por exemplo, você pode aperceber-se que:
  • O seu parceiro quer um divórcio
  • O banco planeja ficar com a sua casa
  • O médico acha que a sua saúde está seriamente comprometida
  • Seu chefe ficou farto  e propõe a sua demissão
  • A sua família e amigos estão mantendo distância de você
Com sorte (ou de preferência por decisão sua), você vai atender os sinais de advertência antes que as coisas possam ficar piores. Negando que você tem um problema que necessita da sua atenção e dedicação vai simplesmente fazer com que  entre num buraco cada vez mais fundo. A profundeza do problema pode atingir uma magnitude que você pode não conseguir recuperar a tempo.  Ouça as pessoas à sua volta e seja honesto com você mesmo. A mudança pode não ser tão dolorosa quanto você pensa, especialmente em comparação com a crise iminente que pode estar enfrentando.
3 – Expectativas irrealistas. Muitas vezes propomo-nos a falhar porque criamos expectativas irreais. Ainda que  isso não seja exatamente uma recusa à mudança, é um problema interno que prejudica o auto-aperfeiçoamento. Quando esperamos obter resultado elevados num curto espaço de tempo, isso pode ser irrealista e comprovar-se como um desmotivador. Isso leva-nos a desistir e a voltarmos às nossas velhas maneiras de agir e pensar.
Expectativas irrealistas podem destronar rapidamente a mudança positiva. Uma área onde isso é comum é quando alguém pretende perder peso. Por vezes  algumas pessoas iniciam um programa ou dieta para perder peso de maneira rápida à espera de verem grandes resultados. Quando isso não acontece dessa forma, desistem. Outra área em que querer atingir grande resultados e ganhos de forma rápida que leva ao fracasso é quando se pretende  iniciar um negócio. Muitas vezes, as pessoas têm expectativas pouco realistas sobre quanto tempo e esforço é necessário envolver no empreendimento de ações.
Se você quiser criar uma mudança real e significativa, então terá que comprometer-se a médio e longo prazo. Você tem que ter uma compreensão clara do que será necessário para criar a mudança que deseja e estar disposto a persistir, insistir e a levantar-se depois das quedas. Se as expectativas irrealistas o retêm no passado, então faça um esforço para realinhar os seus objetivos e tentar novamente. Tente até conseguir, pelo menos enquanto o seu objetivo lhe parecer razoável.
Para refletir: O mais importante não é querer ter sucesso. Certamente todos nós queremos. O que importa é perceber até que ponto estamos dispostos a fazer coisas com o objetivo de atingir o sucesso.

sem dinheiro

LIMITES DA CONSCIÊNCIA INTERNA

Um outro tipo de barreira à resolução dos nossos problemas pessoais internos, são os limites da consciência interna. De acordo com o que tenho vindo a observar em alguns dos meus pacientes em consulta clínica, ou mesmo nas conversas informais com amigos e colegas, ou até com algumas experiências pessoais, aponto para o facto de na grande maioria das vezes nós sermos desconhecedores (inconscientes) das nossas experiências internas, não reconhecemos as respostas emocionais, cognitivas ou fisiológicas que precedem os comportamentos problemáticos (ex: alexitimia).
Muitos de nós percebemos mal as nossas respostas internas, rotulamos as nossas sensações fisiológicas, como por exemplo um aperto no peito ou a tensão muscular, quando elas de facto refletem angústia ou confundimos uma emoção ameaçadora (como a ansiedade) por outra, mais pessoalmente aceite (como a raiva). Uma consciência imprecisa ou diminuída, reduz a habilidade para usarmos as respostas emocionais de forma funcional e pode conduzir-nos a reagir de formas embaraçosas e prejudicais.
Exemplo 1: Alguém que seja demasiado tímido ou introvertido pode dizer que não vai a eventos sociais porque não gosta deles, quando, de facto, ele evita-os devido ao não reconhecimento da sua ansiedade.
Exemplo 2: Uma pessoa pode ficar surpreendida com a sua atitude de agressividade para com um colega de trabalho porque não percebeu que se sentiu ressentida e zangada para com o seu colega, devido a um repetido mas aparente desprezo e tom de voz desrespeitoso.
Todos nós somos susceptíveis de empreender em comportamentos indesejáveis devido à nossa falta de consciência emocional, e esta diminuição de consciência pode interferir com a nossa habilidade individual para escolhermos agir intencionalmente, levando-nos a reagir às situações.
A consciência emocional é um tema complexo, que merece um artigo específico para abordar o assunto de forma mais profunda e técnica. Voltarei a este assunto em breve.

CONCLUINDO

Na base de grande parte dos nossos problemas pessoais (internos e externos) está uma tendência que temos para reagir às situações de forma impulsiva. Na génese dessa impulsividade estão alguns factores que servem como gatilhos:
  • Os limites da consciência interna (dificuldade em ler as sensações internas de forma adequada)
  • Conflitos internos (proteção do ego, vício na recompensa de comportamentos prejudicais,)
  • Cegueira mental para as situações incómodas e que necessitam da nossa atenção
  • Ausência de alinhamento entre expetativas e estratégias de resolução e enfrentamento dos problemas/desafios
  • Crenças limitadoras (aquilo que acredito ou não acredito ser capaz de fazer)

E VOCÊ, TEM PROBLEMAS PESSOAIS?

De que forma é que você lida com os seus problemas pessoais? Sente que tem de passar por problemas pessoais quando deseja aplicar mudanças positivas na sua vida? Que estratégias utiliza para os superar? Comente
Consultas Psicologia Online
FONTE: Miguel Lucas - www.escolapsicologia.com
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