sábado, 9 de abril de 2011

Já para o castigo!

A palavra impressiona, porém nem sempre é sinônimo de dor física. Repreender o filho por causa de uma desobediência dá limite.

Castigo resolve? Há uma polêmica, mas as mães garantem que sim, embora muitas evitem usar esse termo. De fato, a palavra assusta mais do que a medida. Muitos especialistas preferem falar em sanção, impedimento, conseqüência, responsabilização. Relutam em usar "castigo" porque, dizem, ele traz à mente a imagem de punições físicas - como a palmatória usada para disciplinar alunos e filhos no passado.


Aqui não se está falando de palmada, beliscão, tapa, sova, xingamento - isso tudo está realmente fora de cogitação. E, sim, daquele castigo definido pelo Dicionário Houaiss: pena ou punição que se inflige à pessoa..., observação sobre um erro ou uma falta; repreensão, admoestação. Ou seja, o clássico ficar sem TV quando a filha foi além do limite. "Mando o Davi para o quarto quando não obedece. Ele vai e se toca de que fez algo nada legal. Volta. Pede desculpas e diz que me ama", conta a atriz Érika, mãe de Davi, de 4 anos e 9 meses. Pode soar horrível, mas punir, nesse sentido, é educar. "Com a intervenção dos pais, a criança aprende a se socializar. Começa a ter noções de moral e ética", afirma a filósofa e mestre em educação Tania Zagury, autora de 12 livros sobre educação de criança, entre eles Limites sem Trauma. Tania evita a palavra castigo. Segundo ela, a criança não consegue perceber que esse foi o último recurso dos pais, que ela já teve a chance de obedecer, mas como não conseguiu, essa é a conseqüência para sua atitude.


Falar antes de agir


Castigar é deixar o filho sem algo que ele realmente aprecie, com a intenção de que, sentindo falta, não repita a travessura. O objetivo é mostrar que seu comportamento foi errado e não deve repeti-lo. "Nesse sentido, o castigo de fato dá certo, faz a criança parar, mas não impede que ela repita depois", avisa Neide Noffs, psicopedagoga e professora da Faculdade de Educação da PUC-SP. Ou seja, traz o efeito desejado pelos pais. Alguns educadores, porém, acreditam que ele não traz benefícios no futuro. Para eles, os pais precisam respeitar a criança e, para ensiná-la, não precisam punir. "A punição elimina o comportamento indesejado, mas a longo prazo não educa, não ensina", explica Maria Guimarães Drummond Grupi, psicóloga e pedagoga. Favorável em impor limite com diálogo firme, ela diz que a punição só refreia o comportamento. Não vai além disso.

Difícil mesmo é os pais não ficarem extenuados. Fala-se uma, duas, três, quinze vezes e o filho continua repetindo o comportamento. Só que nem sempre a criança volta à ação condenada para desafiar os adultos. "Principalmente as pequenas: elas fazem porque não tem logicidade, ou seja não, entendem causa e efeito de forma clara. E, como vivem num mundo egocêntrico, em que tudo funciona para elas e por causa delas, agem por instinto, sem pensar no outro", explica Neide. Às vezes, elas também repetem o comportamento porque são curiosas, estão pesquisando o mundo. Mostrar o erro não garante aprendizado na hora. "E essa incapacidade da criança pequena não é falha da educação", acalma Neide. Faz parte do processo de aprendizado dela sobre o mundo. Só não se pode achar que está tudo bem. Em qualquer faixa etária, a criança precisa aprender que há comportamentos que são aceitos e outros não. Que há coisas que ela pode fazer e outras não. O resultado leva tempo. Os pequenos não nascem sabendo como se controlar. Por isso, a autoridade tem de vir de fora, dos pais.

Quando começar?


As medidas, sanções e afins costumam surgir depois que os pais explicaram, conversaram, gastaram o léxico. Disseram 'não faça isso', 'pára', uma, duas, três vezes. Colocar para pensar, perder algo de que gosta muito, ser retirada do ambiente costumam ser as medidas preferidas pelos adultos. Só que para cada idade deve-se adotar uma estratégia. A partir dos 2 anos, quando a criança aprende a falar 'eu' e a notar o amigo, em geral, aparecem as mordidas, as agressões. "Nesses momentos, ela deve ser fisicamente contida e avisada de que o que fez não foi legal", explica a educadora e psicóloga Maria Cristina Meirelles Cruz. Isso também é uma sanção. O que não dá é colocar uma criança de 1 ou 2 anos para pensar. Ela ainda não consegue perceber que sua atitude não foi adequada. Mesmo as de 3 ou 4 anos se assustam mais do que "pensam" quando ficam sozinhas, mesmo que seja por três minutos, de porta aberta e junto aos brinquedos. Por isso, pode ser mais eficiente retirar algo de que elas gostem. Mas a partir dos 7 ou 8 anos, a criança começa a perceber com mais eficiência que pode perder coisas legais porque não agiu adequadamente. E o mais importante: para que o castigo seja educativo, a criança precisa entender a relação entre o que fez e a conseqüência desagradável que tem de enfrentar por causa disso. Cada família, porém, conhece o próprio filho e escolhe o momento e o método mais eficiente dependendo do perfil da criança. Não adianta cortar passeios daquela que não se importa em sair de casa, por exemplo.


Gelo de mãe


Na opinião de Maria Grupi, a mãe dar uma "gelada" no filho mesmo pequeno é uma punição eficiente. "Demonstrar, com voz firme, que não gostou da atitude dele dá muito certo", garante ela. Os pais não devem demonstrar que estão transtornados e muito menos se sentir ameaçados pelo filho. É preciso ter claro que quem está no comando são vocês. Perder a atenção da mãe já é um grande castigo, seja o filho pequeno ou grande. As sanções, ensinam os educadores, devem ser imediatas ao erro, de curta duração , e é preciso explicar a razão. "Só cuidado com a verborragia, muito comum em tempo da cultura de não bater", avisa Maria Cristina. A atenção da criança é curta. Se você alongar as explicações, ela "perde contato com a torre rápido". Além disso, é importante distinguir as situações que merecem punições mais contundentes. Nem toda desobediência é motivo para pensar no quarto. Mas toda insubordinação merece um chamado de atenção. "Vejo o castigo como uma forma eficiente de dar limite, desde que não seja sempre", diz a psicóloga Beatriz. Ela começou a impor sanções quando Luiza não atendia aos pedidos da mãe, desafiando-a. E esse desafio ainda a colocava em risco. Pondere a situação para não agir num dia em que você está sem paciência porque depois bate a culpa. A cardiologista Fernanda assume: "Dói o coração ouvir o choro da Giuliana no quarto". Se percebeu que errou na mão, vale pedir desculpas ao filho e até dizer que ele não merecia ficar de castigo, se for o caso.

Educar não é mesmo tarefa fácil. Filho desafiar as regras está dentro da normalidade. Anormal seria se a criança aceitasse passivamente o primeiro não dos pais ou nunca obedecesse. Se esse não é o seu caso, saiba que nada será para sempre. Essa é só mais uma fase dentro do complexo e apaixonante desenvolvimento infantil.


Punição na escola


Não é só em casa que as crianças sofrem punições. Na escola, também podem perder algo quando desrespeitam as regras do grupo. Podem ficar fora da roda de uma discussão, sair da classe, perderem o horário do lanche. Depende do perfil de cada escola. Até as chamadas democráticas fazem os combinados que todos têm de cumprir. "Na escola onde trabalho, quando as crianças estão fora de si, recorremos às sanções. Além disso, fazemos massagem, para tentar trazê-las de volta ao eixo", diz Maria Cristina Meirelles Cruz. A desobediência costuma aparecer cedo na vida das crianças. Até por volta dos 3 anos, elas não têm noção do que seja regra e infração. Por isso, vivem cometendo várias delas. Em casa e na escola. Conversando e sendo punidas, quando for o caso, vão entendendo as normas de convivência da sociedade.

Por Patrícia Cerqueira - Revista Crescer

Filhos

10 perguntas sobre palmada


Nunca bati nos meus filhos, e olha que tenho 2 meninos. Um bebê e um adolescente, não que seja radicalmente contra - cada um sabe de si - mas pque sempre acreditei que existem ourtras formas. Eu não saberia lidar com o remorso...

Violência não é a melhor saída para impor limites. Veja como educar as crianças sem perder a razão .

Davi - 1 ano e 3 meses
Se você acha que um tapa no seu filho vai fazer com que ele aprenda sobre limites e respeito, mude de atitude já! A seguir, veja respostas para as dúvidas mais comuns sobre o assunto e, ainda, opções que vão além da palmada para impor limites mesmo nos momentos mais difíceis.


1 - O tapinha carinhoso deve ser considerado agressão?

O contato físico entre filhos e pais é fundamental. Nesse caso, você deve ter bom senso e analisar a situação. O tapa representa uma violência, a criança sente dor. Se esse for o caso, o tapa deve ser considerado uma agressão. Do contrário, se o contato faz parte de uma brincadeira, é leve e não incomoda, tudo bem. Mas o tapa pode ser um gesto mandatório e nem sempre os adultos percebem a força exercida. Na dúvida, não faça.

2 - O que a criança sente quando está apanhando?

Depende da idade. De um modo geral, a criança se sente agredida e não consegue relacionar o motivo da violência ao que fez para provocar aquilo. Ele sente medo e isso pode gerar traumas, afinal, ela está apanhando por um motivo não compreendido.

3 - Como a palmada se forma na memória do adulto?

Ninguém tem lembranças boas de um tapa. Mas como ele vai ser registrado na memória definitiva, varia de acordo com o vínculo afetivo estabelecido com os pais.

4 – Nesse caso, a palmada pode se transformar em algo aceitável, ou seja, um valor da família?

Sim. Antigamente, a palmada era usada como instrumento de educação de forma habitual. Dessa forma, o adulto pode entender que só é possível educar dessa forma, transmitindo os valores de violência e agressão para futuras gerações.

5 - Na minha casa, fui criado à base de palmada e hoje não tenho traumas. Por que, então, ela pode ser prejudicial ao meu filho?

Se você pensar dessa forma, deve voltar a assistir TV em preto e branco, andar com carros antigos, usar as roupas fora de moda. O mundo evoluiu em todos os sentidos, principalmente na forma de educar, que é a base da sociedade. Além disso, é impossível prever como um tapa será recebido por uma pessoa. Há quem seja mais tolerante e outros que sofram mais. Quem vai querer pagar para ver se isso causará problemas no filho, se existem outras maneiras de educar?

6 - Por que bater não educa?

Quando o adulto bate no filho, ele está reconhecendo que ficou impotente diante da atitude da criança. Mostra claramente que perdeu o controle de si mesmo e a agressão passa a ser a única maneira de manter a autoridade. A força física de um adulto é maior e se amplia nos momentos de raiva. Testar os limites dos pais é um comportamento típico que faz parte do aprendizado da convivência em família. Embora não seja fácil, os adultos devem lidar com as manhas com carinho e desenvolver a capacidade de dialogar e explicar as coisas para a criança sem violência. Afinal, ela é capaz de entender mais do que se imagina. Além disso, depois de bater muitos pais se arrependem. Essa atitude contraditória não é positiva para a criança.

7 - Quais são as consequências da palmada para vida da criança?

Em primeiro lugar, a criança primeiro não entende por que está apanhando. Pode sentir raiva do adulto e aprender que a força é um meio aceitável de conseguir o que quer. Além disso, para descontar o tapa que levou dos pais, vai bater nos amiguinhos. O adulto não tem moral para dizer que isso é errado, as referências da criança ficam, portanto, confusas. Para piorar, após a agressão, ela vai remoer coisas antigas, trazer à tona mágoas de quem o agrediu e até mesmo querer se afastar do agressor.

8 – Ela pode, ainda, ter outros problemas no futuro?

Sim. A criança que apanha também pode ter dificuldades para respeitar autoridades e receber ordens, já que era controlada pela força física. Ela obedecia para não apanhar ou somente depois de levar uns tapas. Assim, na ausência do castigo físico, perde as referências de até onde pode ir.

9 - Como agir em situações em que as crianças tiram os pais do sério ou ultrapassam limites, como birras e escândalos em lugares públicos?

A questão é colocar os limites claramente para as crianças antes, conhecer bem os seus filhos. Tapas não são capazes de corrigir as falhas na educação. O diálogo, a explicação de que aquilo não é certo, com carinho, é mais eficiente. Pois, dessa forma, a criança compreende melhor. O tapa só vai estancar uma ação que provavelmente irá se repetir.

10 – Em vez de bater, tem problema gritar com a criança?

Sim. Substituir os tapas por gritos também não adianta. É um tipo de agressão verbal, por isso, tem praticamente o mesmo efeito da violência física.

Fonte: Kátia Teixeira, psicóloga da clínica EDAC (SP),
Cacilda Paranhos, especialista contra a violência infantil do
Laboratório de Estudos da Criança (Lacri),
do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).

A mais pura verdade!!!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Os cinco passos do caminho espiritual

De repente, o coração pede uma maior profundidade. Surge o desejo de procurar um outro sentido para a vida e uma conexão com algo maior. Seguindo esse forte impulso, nos tornamos buscadores espirituais. Ao trilharmos esses novos caminhos, surgirão riscos e perigos, mas também infinitos presentes e alegrias. Saiba agora quais são eles.
* Por Liane Alves - Revista Bons Fluídos.

No começo, pode ser algo difuso, um sentimento de que alguma coisa não vai bem. A vida pode estar até muito boa, mas parece sem sentido. Ou, infelizmente, ela pode estar muito ruim. Nesses momentos angustiantes, em que podemos nos confrontar com repetidas crises, nos sentimos em um beco sem saída. O coração clama por mais alívio, felicidade, paz, alegria, não mais com base no que nos oferece o mundo material, mas a partir de algo mais interno e profundo. Assim, inicia-se uma jornada que pode levar anos até a chegada a um porto seguro, que pode estar, inclusive, na religião abandonada em algum momento da vida, agora vista sob outra perspectiva. Essa viagem interna tem alguns estágios. Vamos traçá-los em etapas, com os alertas necessários e as grandes alegrias que podemos encontrar nesse caminho.

{ 1 } A inquietação
Ela pode surgir ainda na juventude, quando um verdadeiro leque de caminhos espirituais se apresenta à nossa frente. Ou, então, bem mais tarde, quando surgem com mais insistência as perguntas existenciais: qual o sentido da vida? quem sou eu? para onde vou depois de morrer? As crises, inerentes a qualquer idade, também podem nos puxar para essa reflexão, que nos impulsiona a encontrar uma via capaz de atender às necessidades do espírito.

O monge beneditino inglês Dom Laurence Freeman, presidente da Comunidade Mundial de Meditação Cristã, por exemplo, acredita que a procura inicial de respostas em várias religiões pelos jovens é uma tendência natural. “Eu mesmo, criado numa família católica, fui me afastando da religião dos meus pais na faculdade. Torneime um leitor voraz de livros sobre ioga, meditação e religiões orientais. Essa sede juvenil de conhecimento pode se prolongar até bem mais tarde e por muitos anos”, avalia Dom Laurence. Mas, no seu caso, foi ao se aprofundar em sua própria tradição de origem que ele redescobriu sua fé, por volta dos 28 anos. “Quando nos detemos no sentido mais profundo do que nos foi ensinado, começamos a enxergar coisas que não víamos antes. É como olhar para uma torrada de pão integral durante muito tempo: aos poucos, vamos percebendo as sementes que podem estar dentro da massa, seus relevos e sulcos, suas cores. De repente, nos vemos diante de algo que nunca havíamos percebido, uma revelação.”

O monge budista vietnamita Thich Nhat Hanh também incentiva os jovens a buscarem sua própria tradição. Quando recebe estrangeiros no seu centro budista, no sul da França, os estimula a retornar para sua religião de origem depois de conhecerem valores universais de outras linhas espirituais e incorporá-los à sua tradição. “Não vejo nenhum motivo para passar a vida inteira provando uma só espécie de fruta”, diz ele com bom humor no livro Vivendo Buda, Vivendo Cristo (ed. Rocco).

Outro momento em que a inquietação torna-se muito presente ocorre na meia-idade, quando pode iniciar-se uma busca de um sentido mais profundo para a vida. “Até os 35, 40 anos, a existência é totalmente voltada para fora: trabalhar, procriar, produzir. Na segunda metade da vida, começa a jornada para o mundo interno, e para a busca de uma espiritualidade mais intensa”, escreveram as autoras inglesas Anne Brennan e Janice Brewi no livro Arquétipos Jungianos – A Espiritualidade na Meia-idade (ed. Madras). É outra fase de grande inquietação, que vai apressar e favorecer a fase seguinte.

{2} O chamado
De repente, em meio a esse incômodo interno, recebemos um chamado: algum ensinamento espiritual nos toca. Nesse momento, ele responde a todas as nossas perguntas. Podemos continuar a vida inteira em contato com ele, mas o mais provável é que esse caminho deixe de ser satisfatório. Foi o que aconteceu com a tradutora paulista Virginia Murano. “No meu caminho espiritual inicial, provei um amor imediato. E amar de repente, e com tal intensidade, vinha colado a uma entrega inexorável.” Por um momento, a escolha se revelou acertada, mas, em alguns anos, tornou-se decepção. “Rompi com a religião por uns 30 anos. Não conseguia compreender que a espiritualidade não precisasse estar atrelada necessariamente a uma linha religiosa tradicional.” Tempos mais tarde, em um momento de crise, ela acabou lendo um livro em francês que modificou sua vida. “Lia e relia sempre. Comecei a traduzi-lo para mim, depois para outras pessoas.” Diálogos com o Anjo (Editora de Cultura) marcou Virginia com outro tipo de amor, dessa vez mais profundo. Suas páginas falavam sobre o relato de uma mulher que havia vivenciado uma experiência espiritual extraordinária na Hungria, durante a Segunda Guerra e sob o nazismo. Gitta Mallasz, a sobrevivente, e três amigos judeus começaram a se perguntar sobre sua própria responsabilidade diante do horror que viviam. “Do seu questionamento, começaram a surgir respostas carregadas de uma verdade incontestável. Por 17 meses, esse pequeno grupo de amigos acessou a melhor parte de si para falar de um novo tempo que estava para vir”, conta Virginia. Os jovens deram a esse aspecto interno o nome de anjo, ou mestre interior. Segundo afirmavam, a parte matéria do ser humano fazia as perguntas e a parte iluminada do mesmo ser, feita de luz, dava as respostas. Uma capacidade que seria inerente a qualquer ser humano, com o treino necessário. Virginia conseguiu editar o livro no Brasil e contatar o casal de franceses que conviveu com Gitta Mallasz durante seus últimos dez anos de vida. Hoje, ela os representa e continua esse trabalho aqui. “É um acesso à possibilidade de evolução do ser humano. Uma grande aventura interna em direção a uma estrada inesperada que conduz para o que é novo.” A inquietação acalmou-se e ela, finalmente, encontrou seu caminho.


“A busca pode vir acompanhada de ansiedade e devoção cega, pois algumas pessoas se entregam muito rapidamente, e de forma emocional, a certas práticas sem avaliar de maneira objetiva os benefícios que podem experimentar e os riscos que podem correr”, Virginia Murano, tradutora


{3} Os primeiros passos

Antes de se entregar totalmente a uma linha espiritual, é necessário um tempo para averiguar a escolha. Sister Mohini Panjabi, diretora responsável pela América do Sul na Organização Brahma Kumaris, dá conselhos essenciais sobre os cuidados nessa entrega. “A busca pode vir acompanhada de ansiedade e devoção cega, pois algumas pessoas se entregam muito rapidamente, e de forma emocional, a certas práticas sem avaliar de maneira objetiva os benefícios que podem experimentar e os riscos que podem correr”, afirma. “Elas pulam de cabeça em grupos, seitas ou igrejas que encontram, atraídas por promessas de cura, riqueza, felicidade fácil.” E isso é um perigo. Para avaliar melhor a escolha, Sister Mohini nos aconselha, em primeiro lugar, a manter um coração limpo e claro, para que nossa visão torne-se perspicaz. É necessário averiguar, depois, se nesse caminho há um corpo de conhecimentos profundos e acessíveis que possam responder às nossas necessidades internas (condição que nos protege do culto à individualidade de um falso mestre). A via escolhida, segundo Sister Mohini, também deve apresentar uma forma de meditação, oração ou conexão com o divino que possa nos fortalecer internamente e realizar uma transformação interior. Depois, de uma maneira bem prática, é preciso verificar onde o dinheiro é empregado e qual o comportamento moral e ético dos seus líderes. “É igualmente bom saber se essa linha espiritual estimula uma interação compassiva com o mundo ou se mantém uma ação social de serviço”, diz a iogue indiana. São luzes de grande valia para um iniciante considerar.

{4} Os riscos
Praticante com mais de 40 anos de busca espiritual, o gerente administrativo paulista Jairo Graciano dá outras indicações valiosas: “É preciso pesquisar na internet toda informação a respeito do grupo escolhido, ler seus livros e folhetos com distanciamento. Nosso lado racional e crítico pode ajudar nessa hora”. Uma de suas experiências ruins ocorreu com um mestre, muito cordial e extrovertido, que se dizia seguidor de um grande líder espiritual indiano (este sim, verdadeiro). “É uma tática – eles usam o nome de um mestre conhecido e se dizem seus seguidores. Nesse caso, fui descobrir depois que um texto assinado por esse falso mestre era, na verdade, plágio de um outro.” Ele aconselha, portanto, que o aluno procure se aproximar de quem orienta um grupo – para observá-lo mais atentamente. “É olho no olho: se alguém se diz mestre, olhe bem para ele, abstraia sua aparência e tente enxergar seu interior e suas intenções”, diz ele. Jairo aconselha também a sentir a intuição – se ela avisa que há algo errado, é bom acender o sinal amarelo. “Desconfie se o que é dito é justamente o que você quer ouvir quando está infeliz: promessas cheias de otimismo sem fundamento, curas miraculosas, aspirações abrangentes e vagas, do tipo paz universal, prosperidade sem limites ou amor transcendental. Também não se deixe levar por templos lindos ou ambientes aconchegantes. Tudo isso é secundário. Ainda preste atenção se os praticantes mais antigos parecem estar hipnotizados, mesmerizados pelo mestre e pelo que ele propõe. É sinal de que perderam sua consciência.” A busca requer paciência e o porto seguro pode levar muito tempo para chegar – no caso dele, hoje com 67 anos, isso aconteceu só há pouco. “Cheguei ao Dzogchen, o Caminho da Grande Perfeição, uma linha do budismo tibetano que existe há seis anos apenas. Conheci o mestre Namkhay Norbu pelas mãos de alguém muito querido e, finalmente, me encontrei”, afirma, convicto.

“Se uma pessoa quiser ser mais feliz, ou ter paz de espírito, ela pode trilhar um caminho espiritual por um tempo e ver se ele atende a seus objetivos. Tudo depende das metas de cada um”, Lama Samten.

{5} A entrega sábia

Lama Samten é reconhecido nos meios budistas como um líder íntegro e compassivo. Gaúcho, foi professor de física na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e hoje mantém centros de meditação em vários pontos do país. Sua visão dos caminhos espirituais é sábia – e desconcertante. “Um praticante deve olhar para uma via espiritual apenas como um percurso para chegar a um destino. Por isso, é preciso que ele tenha bem claro em sua mente o que está buscando”, diz. Em outras palavras, se é alívio financeiro, talvez seja melhor se empenhar mais no trabalho ou trocar de atividade profissional se não estiver satisfeito com seus rendimentos. Se o caso for uma desilusão amorosa, uma terapia pode ser mais indicada. “Mas, se uma pessoa quiser ser mais feliz, ou ter paz de espírito, por exemplo, ela pode trilhar um caminho espiritual por um tempo e ver se ele atende a seus objetivos. Tudo depende das metas de cada um.” E adverte: “Todo caminho e grupo tem problemas. É necessário não mitificá-lo. Ele é apenas um instrumento, uma ferramenta para se atingir algo. As dificuldades com o grupo, ou com o próprio mestre, as pequenas decepções sempre vão existir. O fundamental é avaliar se o caminho está cumprindo as metas espirituais que você estabeleceu”. A entrega, nesse caso, será sábia e saudável. Não será mais pela paixão, mas pela consciência e pelo reconhecimento profundo. Dessa maneira, a escolha terá muito mais chances de dar certo.

terça-feira, 29 de março de 2011

Filme: "As Mães de Chico Xavier"



As mães de Chico Xavier conta a história de Ruth (Via Negromonte), cujo filho, drogado, se suicida; Elisa (Vanessa Gerbelli), cujo filho de 5 anos morre num acidente; e Lara (Tainá Muller), que lida com a gravidez indesejada. A dor das protagonistas é suavizada pelo contato com o médium e suas cartas psicografadas do além. O roteiro, de Emanuel Nogueira e Glauber Filho (também diretor, junto com Halder Gomes), foi livremente inspirado no livro Por trás do véu de Ísis, de Marcel Souto Maior, autor da biografia de Chico Xavier. O filme é uma reportagem sobre a psicografia, com menos investigação e mais drama.

O diretor de As mães de Chico Xavier, Glauber Filho, diz que hesitou em escolher Nelson Xavier para viver, de novo, o papel do médium mineiro. “Depois percebi que ele é o único ator capaz de interpretar o Chico com fidelidade”, afirma. O diretor conta uma história curiosa: quando Chico Xavier, o filme, entrou em cartaz, ele acreditava que o ator já tinha vivido o papel na TV, tamanha a identificação com o personagem. Nelson Xavier, que já fez mais de 80 personagens na TV e no cinema, entre eles o cangaceiro Lampião e Pedro Arcanjo de Tenda dos milagres, diz que experiências nas filmagens da biografia do médium mudaram sua vida. “Sinto a presença de Chico quando faço seu papel”, diz.

As 8 dúvidas mais freqüentes sobre os Florais

EU SEMPRE TIVE DÚVIDAS SOBRE FLORAIS, GOSTO MUITO DOS RESULTADOS, E ACHEI ESSE TEXTO MUITO LEGAL!!

As 8 dúvidas mais freqüentes sobre os Florais
Por Thais Accioly


Ao longo destes últimos meses tenho recebido inúmeros e-mails com perguntas sobre o uso das essências florais, o que muito me alegra.Resolvi, então, selecionar apenas algumas, oito delas, as mais freqüentes, para compartilhar com vocês, neste momento.
Mais para frente pretendo responder através do site Vida Nova muitas outras questões, que me chegam via e-mail, ampliando a possibilidade de oferecer informações para um universo maior de pessoas, sobre a cura através das essências florais.

1. Podemos preparar fórmulas com mais de cinco essências florais?

O limite ideal para se preparar uma fórmula com essências florais para si ou para alguém é a necessidade daquele que vai fazer uso dessa fórmula.
Há pessoas que, por exemplo, necessitam de 3 essências, outras de 24 essências numa mesma fórmula. Não existe uma regra fixa.
A confusão sobre quantas essências florais utilizar em cada fórmula surgiu por causa da interpretação extensiva feita a partir de alguns estudos do Dr. Bach no início de sua pesquisa.
Quando ele tinha poucas essências florais desenvolvidas, e pesquisadas, ele criava fórmulas para seus pacientes com 6 essências, 9 essências florais. Porém ao finalizar seu trabalho, percebemos que não havia regra fixa, ora ele criava fórmulas com poucas essências, ora com muitas essências florais.
A necessidade do paciente é que determinava quantas essências entrariam na fórmula de florais.
Depois de Dr. Bach, diversos outros pesquisadores produziram novas essências florais, e criaram fórmulas compostas às vezes com poucas essências e às vezes com muitas essências florais, dependendo do tema proposto a ser tratado.
Portanto a resposta para essa pergunta é sim, pode-se preparar uma fórmula de florais com diversas essências. O importante é que se saiba o que se está fazendo, ou seja, que se conheça os efeitos das essências florais que se está usando, e que estão interagindo em sinergia, e também a questão que se está tratando.

2. Como as essências florais atuam?

Elas atuam num nível sutil de nosso ser, no nível de nossa alma. Segundo Patrícia Kaminski e Richard Katz, em seu livro O Repertório de Essências Florais, da editora TRIOM, as essências florais "são altamente diluídas, sob um ponto de vista físico, porém contêm um poder sutil... pois incorporam os padrões energéticos específicos de cada flor. Seu impacto não é o resultado de alguma interação bioquímica direta na fisiologia do corpo. Pelo contrário, as essências florais atuam através dos vários campos de energia humana, os quais por sua vez influenciam o bem estar mental, emocional e físico."
Assim, as essências florais não atuam através da bioquímica de nosso corpo físico. Eles são tão diluídos do ponto de vista físico, que se poderia pensar que não passam de placebo.
Todavia trazem em seu conteúdo padrões vibracionais da planta que lhe deu origem, e esta energia contida no floral é que propicia a cura de estados emocionais, mentais e espirituais negativos, distorcidos, ou adoecidos. E é claro que quando estamos em harmonia emocional, mental e espiritual nosso corpo físico reage a este padrão de equilíbrio, harmonizando-se também.
As essências florais ampliam a capacidade de comunicação entre a alma e a personalidade, desbloqueando e limpando este canal de comunicação, aproximando-nos assim de nossa verdadeira natureza, e através dela criando-se a possibilidade de passarmos a ter e manter uma sintonia mais fina, sutil e amorosa com a natureza da Terra, o que por si só promove imenso bem estar e saúde.

3. Por que os florais têm a capacidade de modificar as pessoas?

Os florais não têm em si o poder de transformar as pessoas. Este poder de transformação e de mudança é nosso. Nós é que somos os artífices de nossas vidas e das mudanças que operamos em nós mesmos.
Mas eles auxiliam nos processos de mudança e transformação do nosso ser.
Como comentava na resposta à pergunta anterior, os florais desbloqueiam os canais de comunicação entre a personalidade e a alma, ajudando-nos a entrarmos em contato com aquilo que somos e desconhecemos, ajudando-nos a acessarmos virtudes, qualidades, dons, talentos que estavam adormecidas.
De posse do nosso próprio bem, do melhor que possuímos temos mais força para mudar.
Por exemplo, uma pessoa negativa, pessimista, escolhe tomar uma essência floral como a Gentian do Dr. Bach, e esta é uma essência floral que auxilia no desenvolvimento da fé, da esperança, da certeza do bem. O que ocorre é que em contato com esse padrão vibratório mais elevado da essência floral, que estimula um estado de alma mais positivo similar ao da essência floral usada, a pessoa pode entrar em sintonia com as qualidades que possuía sem saber, e que têm o mesmo padrão vibratório da essência floral Gentian que são a fé, a esperança, e a certeza do bem, dissipando assim o negativismo.
Dr. Bach dizia que os florais nos ajudavam a corrigir falhas de nossa personalidade, e que estas falhas eram a causa de nossas doenças, e que quando assim fazíamos nossa saúde física e mental poderiam retornar. Pois os florais trazem um estado de harmonia a todo nosso Ser.
(referência: texto Liberte-se, escrito em 1932 por Dr. Edward Bach).

4. É aconselhável se auto indicar essências florais? Como fazê-lo? Como saber qual essência floral é a mais indicada?

Qualquer pessoa pode auto indicar essências florais, desde que ela busque se auto conhecer, e descobrir em si aquilo que se apresenta disfuncional, ou seja, seus defeitos de personalidade ou seus conflitos, para então escolher uma ou mais essências florais que estimulem o aparecimento da qualidade oposta àquela falha.
Na escolha da essência floral mais indicada, não se leva em consideração o tipo de doença que se traz no corpo físico. Deve-se buscar somente o estado mental, ou seja, como a pessoa sente e vê a vida, e que lhe cause conflitos, gere desarmonias ou sofrimento.
Lembrando sempre que ao corrigirmos estes padrões negativos de personalidade nosso corpo encontra um melhor ponto de equilíbrio. Pois, nossa mente interage o tempo todo com nosso corpo criando saúde ou doença, sistematicamente.
Então ao nos observarmos e descobrirmos aquilo que em nós é negativo devemos buscar entre as descrições das qualidades de cura das essências florais, aquela ou aquelas que mais nos auxiliarão.
Algumas pessoas gostam de usar processos intuitivos para encontrar a essência floral mais indicada, o que é válido, desde que se tenha habilidade e desenvoltura em usar a intuição, e também que não se pretenda interromper ou substituir o esforço mental e espiritual necessário ao processo de auto conhecimento.
É muito importante no processo de auto escolha das essências florais que se conheça o sistema de cura que a terapia floral oferece, pois a terapia floral é um processo de cura com estágios de desenvolvimento.
Caso você não se sinta à vontade para escolher para si mesmo os florais mais indicados, é hora de procurar um Terapeuta Floral.
E isto nos remete à próxima pergunta:

5. Que tipo de profissional está capacitado para indicar essências florais?

O terapeuta floral é o profissional capacitado para lhe acompanhar numa jornada de cura com as essências florais.
E não dá para confundir um terapeuta floral, com alguém que leu um livro sobre a cura com as essências florais, ou que fez alguns cursos, mas não tem formação adequada para fazer um acompanhamento terapêutico.
Qualquer pessoa, como já disse, pode se auto indicar, ou seja, escolher para si mesmo, e para aqueles com quem convive e ama, as essências florais adequadas, mas não podemos considerar esta pessoa um terapeuta floral, só porque ela conhece algumas essências florais, ou algum sistema de essências florais.
Um terapeuta deve entender do desenvolvimento humano, da alma humana, deve ter noções de ética profissional, de atendimento pessoal, precisa saber sobre a linguagem específica das flores e da cura através das flores, bem como conseguir ler na história de vida pessoal, de seu paciente, o que está subentendido, o que está nas entrelinhas, para compreender o trajeto de cura pelo qual a pessoa esta caminhando, ou seu trajeto de desenvolvimento. Além de estar trilhando seu próprio caminho de desenvolvimento pessoal.
Portanto, é claro que fazer um curso de final de semana, por exemplo, sobre um sistema de essências florais, pode capacitar alguém a escolher as essências para si mesmo e para os que ama, mas um curso como este, isoladamente, não dá condições de acompanhar terapeuticamente o trajeto de cura emocional, mental, espiritual, ou relacionado às energias de uma outra pessoa.

6. Qual é a duração do tratamento?

Depende do que se está tratando e de quem se está tratando. Pois, quem determina o ritmo do tratamento é o paciente.
Casos crônicos, ou seja, estados mentais negativos, ansiedades, medos, culpas, tristezas, que carregamos por anos, tendem a levar mais tempo para serem tratados, do que algo que acabou de surgir na vida de uma pessoa.
Lembro-me do caso de uma moça que tinha medo de dirigir carro, e que tomou por apenas um mês as essências florais, e logo se sentiu mais confiante, superando seu medo de dirigir.
Existem outros casos de pessoas que tem medos como o acima descrito e que pode requerer meses de tratamento, às vezes até associado a tratamento psicológico, para a sua superação.
Por isso volto a dizer, depende exclusivamente do caso e da pessoa a serem tratados.

7. Como preparar os florais para o uso via oral? Onde comprar as essências florais?

As farmácias de homeopatia via de regra preparam as fórmulas de florais. Basta levar o nome dos florais que deseja que sejam manipulados e elas preparam o vidro de floral para uso pessoal.
Mas você também pode comprar as essências florais de estoque, e prepará-las você mesmo.
Os florais de estoque estão à venda nas importadoras e nas distribuidoras de florais.
Caso você queira manipular sua própria fórmula de florais, em casa, deve primeiro escolher qual ou quais essências irá tomar, e é claro ter essas essências florais de estoque em casa, e então pingar duas gotas de cada essência floral de estoque no vidro de 30 ml, acrescentando 70% de água, ou o equivalente a mais ou menos 20 ml de água, completando-se o preparado com 30% de conhaque, ou 10 ml.
E está pronto para uso. Normalmente o uso é via oral, 4 gotas 4 vezes ao dia.

8. Além do conhaque quais outros conservantes são utilizados, para o uso via oral?

O brandy ou conhaque têm sido utilizados desde os tempos do Dr. Bach, como conservante, pois tem se mostrado eficaz em preservar o conteúdo líquido do vidro com os florais preparados para consumo.
Todavia, podem ser utilizados outros produtos como conservante, como glicerina vegetal ou vinagre de maçã. No nordeste, por exemplo, em algumas regiões usa-se o melado da cana de açúcar.
Em alguns casos, quando a pessoa não pode ingerir conhaque ou glicerina vegetal, e não gosta de usar o vinagre de maçã, faz-se o floral sem conservante, somente com água, e isto significa que ele deverá ser conservado em geladeira, com um prazo de validade reduzido, normalmente, para uma semana.

Minha Mãe, quanta saudade...


Minha Mãe, Lourdes Maria (Luly)

Mãe, vc partiu pra sempre, mas deixou-nos iluminados pela sua presença imorredoura em nossos corações. Estamos muito tristes com o adeus, mas fomos privilegiados por compartilhar a sua existência, acalentados por seu afeto, confortados por sua dedicação. Os muitos momentos de grande felicidade que compartilhamos são um legado perene que cultivaremos com os cuidados do amor, honrando sua memória. Sempre estivemos ao seu lado e nos conforta a digna suavidade de seus últimos momentos. Você nos deixou com um leve e doce sorriso esboçado no rosto lindo, como quem vê a luz e segue em paz seu caminho para a nova e eterna morada Mãe querida !!!!!
Muita Saudade Mãe.
Te amo pra sempre!

A inveja

A inveja é um sentimento negativo, que deixa claro que o invejoso se sente inferior ao invejado. Ela pode ter diversos motivos: econômicos, sociais, amorosos, mas, de fato, a inveja se transveste numa desculpa qualquer. Ela é cultivada em nossa sociedade através desta busca incansável do melhor, para nós. Sempre ser o melhor, comer melhor, ter o melhor parceiro, os melhores filhos, e, nesta busca, nos deparamos com outros que tem coisas diferentes de nós e o que pinta? - Opa! Este daí está melhor do que eu! Ai nasce a inveja.



Mas o caminho de cada um é diferente. Como é possível ter inveja de algo que não deve acontecer conosco (ou, pelo menos, não no momento), algo não próprio para nossa vida?? Uns casam, outros não, uns tem filho, outros não, uns ficam ricos, outros não. Apenas é assim e tudo tem um porquê. "Tudo nos é licito, mas nem tudo nos convém" (1 Cor, 6:12).



E podemos sempre contar com a abundância de Deus! Se ela nos falta é porque algo nos falta. Como poderíamos nos aplicar em um trabalho que é importante se tivermos família, ou se tivermos filhos? Como nos livrar do pecado capital da luxúria ou da gula com muito dinheiro? Muito mais difícil!! Por este motivo, não se deve almejar o que o outro tem. Este comportamento só dá mostras de quão vazio é o ser e, na insistência deste sentimento, as coisas podem piorar, deveras, se perdendo até mesmo o que se conquistou com muita luta!



A inveja abre espaço para outros tipos de sentimentos negativos, como a falsidade, a maldade, a traição, a cobiça, que, são alimentados dia após dia, iniciando obsessões espirituais, doenças mentais e físicas, inimizades, solidão (tanto social como da alma), e, por fim, a lei de retorno, pois "a semeadura é livre, mas a colheita, obrigatória". O desejo pelo que o outro tem, e a sensação de felicidade que faz "a vitória" em possuir o que o invejado tem é resultado de crenças limitadas, de uma auto-estima insignificante, a qual necessita de ajuda terapêutica e de muito amor.



As pessoas têm medo da inveja, mas, a verdade, é que não se deve ter medo, ou acreditar que doenças ou fatos negativos possam nos atingir. Nós não devemos dar forças a estas energias negativas, cuidar, desde o nascimento do pensamento até nossos atos, assim diminuindo pouco a pouco nossas más ações, dando menor abertura a esta ligação energética, o que ocorre quando fofocamos, ou falamos de nossas vidas com estas pessoas, porque, também, não há sentido em alimentar este tipo de sentimentos, mesmo quando alguns se achem poderosos por serem invejados.


Banho de arruda, patuá de sal grosso, talismã benzido, velas, orações, parafusos e pregos dentro de um vidro coberto na sala, ajudam a afastar esta influência mas não a impedem se a pessoa não pensar e agir corretamente.


Desejar o bem, inclusive àqueles que crêem ser nossos inimigos ou que desejam nosso mal/cobiçam nossa vida. Ninguém pode tirar o que na verdade nunca foi nosso, o que foi só um empréstimo de Deus, e quando o invejoso tem satisfeita sua vã felicidade só aumenta sua vasta escuridão da alma. Mas se o invejado for luz, ele continuará a iluminar a escuridão e, assim, sempre poderá contar com a abundância de Deus.
 
(Tatiana Ito Coimbra)

Para a noite de hoje...

Tenha fé!

Alma amiga e boa, tua fé te guia, salva e perdoa. Tudo tem o seu propósito de ser, inclusive a tua missão neste orbe, conectado à dimensão do sofrimento. Não podes perder a crença no teu deus e naquele que em ti habita, que te guia pelas sendas do caminho, orientando-te à verdadeira liberdade.
Amiga alma, tua ações são únicas e transformadoras por onde quer que vás. Como sabes, não somos imunes às intempéries da vida; não estamos isentos dos compromissos, e nem impunes em nossos atos: tudo tem o seu preço. Cabe-nos escolher acertadamente.
É no momento da escolha que determinamos o caminho a seguir, pois ao escolhermos, manifestamos processos genéticos alojados na programação da nossa alma, que nos direcionam às conquistas exitosas, personificadas no amor, na paz, na liberdade e na integração com o nosso criador; ou à aquisição de compromissos sofríveis, difíceis de ser removidos em pouco tempo.
Tenha fé, alma boa, não te entregues aos perigos da estrada, e nem deixe de confiar no que está além do horizonte. Siga com decisão forte e consciente de que, ao chegar, terás o merecido descanso e a necessária recompensa.
Lembre-se que o rio despeja as suas águas no mar por ter chegado ao seu destino final. Quando o Sol aparece para iluminar as regiões do globo, seus efeitos sobre a vida ficam evidentes pelo vicejar de novas sementes no solo, através das reações químicas, a fornecerem vitaminas e energia para os organismos.
A chuva cai sobre o solo ressecado, fornecendo-lhe hidrogênio e oxigênio para reagirem com seus elementos físico-químicos. As plantas florescem, servindo de sombra e alimento para os demais seres. Quando a lua brilha, enchendo a noite de beleza e harmonia, as estrelas agradecem pela oportunidade de nunca ficarem sozinhas na abóboda celeste.
O mar nos enche de esperança e fantasia, com os movimento de suas ondas, e a existência parece se renovar mais e mais pela força dos ventos, penetrando em nossos pulmões.
Em sua tarefa, as forças da natureza estão em alinhamento com a grande inteligência divina, que as programou para favorecer, milimetricamente, a manifestação da vida. Antes de desistir, pense na sua importância para a criação e não ceda aos obstáculos. Vença-os! Cumpra a sua missão.
Assim como o rio, o sol, a chuva, a lua e o mar, devemos seguir o nosso caminho, rumo ao destino principal, apesar das dificuldades, ou mesmo, subordinados a elas.
Somos viajantes neste universo infinito de experiências, e somos testemunhas dos luares belos não só deste planeta, mas de tantos outros pelos quais passamos; e dos quais, nem sempre soubemos cuidar. A grande mente divina assim nos fez para que pudéssemos aprender a sorrir depois de superar as lágrimas e as dores contidas em nós, ou continuadas nos outros.
Deus, na sua infinita sabedoria, nos quer felizes porque somos suas células, pululando neste imenso organismo vivo, cheio de vida, fortalecendo a própria vida. Deus nos quer bem! Entretanto, nossa matriz nos leva a rumos quase sempre tortuosos e complexos de serem trilhados. Pensando fazer o melhor para si, muitos assinam contratos em branco com situações, lugares e outros seres, querendo obter a realização dos seus prazeres imediatos.
Sem perceber, o indivíduo se insere num ciclo vicioso de temor e de terrorismo contra si e contra a obra da criação. Mas Deus está atento e sabe o quanto e quando deve interferir. Ele nos permite decidir e, como um pai, nos monitora a fim de detectar até onde podemos chegar.
Quando as sombras te atingirem impiedosamente, chamando-te para com elas ir, pense na beleza do mar sob o Sol, com suas ondas que vêm e voltam, e sempre voltam. Se a noite parecer mais longa do que devia ser em teus sonhos, instrua-te com as estrelas a emitirem suas luzes há milhares de anos, mesmo quando não existem mais.
Ao passares por vales escuros e frios, sentindo medo do que está por vir, confia naquele que te criou e inspirou a vida das tuas células, para que pudesses sentir a manifestação da essência por toda a criação. Não desanimes, estou contigo! Tua vida não é de mais ninguém além de ti. Cuida dela!
A caminhada é longa e, por isso, não se deve parar. Mas tenho uma notícia boa para ti. Deus está contigo, e sempre esteve. Os portais estão abertos, esperando a tua chegada para que, do altar das vitórias, possas dizer: _eu venci porque caminhei sem cessar; fui mordido por cães selvagens, atacado por feras e quase dizimado; mas não desisti da jornada difícil a mim indicada.
O deserto assusta, mas, mesmo nele, existem oásis verdejantes e propícios ao teu descanso e alimentação. A obra da criação não transcorre à revelia do seu mentor, tudo está onde devia estar: a sabedoria está à tua frente, ao teu lado e dentro de ti.
A criação significa a manifestação da sabedoria que habita em todos os entes do universo. Nada é criado sem o poder sábio do seu idealizador. Somos todos uns nos outros, perpassando e se interpassando pela difusão da grande energia divina.
Que a grande presença do Eu Sou irradie luz, amor e muita energia a todos os seres do Universo. Mesmo para as criaturas que não desejam obter a força diretamente da fonte original e preferem roubá-la dos humanos.
Que a Grande Mente Cósmica ative em nossas células o propósito divino das realizações em toda a vida e possibilite a todos entenderem os sagrados mecanismos da dinâmica divina das nossas verdadeiras conexões e centelhas.
Ninguém precisa acordar, pois a grande maioria não está preparada e nem disposta a recobrar os sentidos (infra)dimensionais. Entretanto, é importante dizer que muitos estão imersos num oceano de ilusões, recheado de perigos suficientes para mantê-los escravizados mental e espiritualmente por milhões de anos terrestres.
Boa parte dos humanos vive como se nada estivesse a acontecer consigo, ou ao seu redor. Mas, do lado de lá, temos conhecimento do turbilhão de conflitos, dúvidas e questionamentos insuflados em toda a manifestação da 3D, com o objetivo de minar as verdadeiras crenças e as realidades.
Que o pai, que está em todo o universo, nos permita adentrar neste reino de sabedoria e de amor transcendental, prevalente em toda a manifestação celestial. Que nessa jornada, o mal não nos domine eternamente, para que possamos chegar fortalecidos e galgar degraus de liberdade e paz interior.
Que a Grande Força do Criador do Universo acenda em todos a vontade de questionar e de se incomodar com o sofrimento, com a tristeza, com a fraqueza, com as ilusões, com os medos, com as culpas, com os flagelos para que, desses aprisionamentos, eles se libertem para todo o sempre.
 
(Gesiel Albuquerque)

domingo, 27 de março de 2011

Amor é...


" Amor é quando a gente mora um no outro! "
- Mário Quintana -

Sabedoria chinesa

Como lidar com o sentimento de culpa

A nosso favor ou contra nós, em algumas alturas da nossa vida apodera-se de nós um sentimento de culpa. Se a interpretação da culpa nos servir, nos engrandecer e for adaptativa e adequada funcionará certamente como um elemento para o nosso desenvolvimento pessoal. No entanto, muito de nós sentimo-nos culpados com bastante frequência levando-nos para caminhos auto-depreciativos e destrutivos. É uma parte natural da vida e realmente desempenha uma função adaptativa que nos ajuda a aprender com as experiências dolorosas ou assustadoras. Apesar da crença comum em contrário, a experiência da culpa não é totalmente negativa, improdutiva e destrutiva. Saiba como lidar com o sentimento de culpa, aprendendo a retirar o que lhe serve, a minimizar os danos e a enfrentar a vida por outra perspetiva.


“Culpa”é o termo que usamos para os sentimentos negativos que repetidamente sentimos quando cometemos um erro que consideramos grave, ou quando fazemos algo que gostaríamos de não fazer ou de não ter de o fazer.

A mente ativa a preocupação, revê vezes sem conta as escolhas ou ações e os resultados envolvidas, experienciamos um enorme sentimento de remorso que, para muitos parece um misto de náusea e um senso palpável de arrependimento muito significativo.

SENTIMENTO DE CULPA: PARA O BOM OU PARA O MAU

Estes desconforto de “opiniões” são percepcionados como indesejáveis, pensamentos intrusivos que geralmente não exercem uma função adaptativa. E muitas vezes eles não são. Mas, em alguns casos eles são realmente adaptativos, assim como praticamente todos os mecanismos físicos e mentais nos nossos corpos. Se adoptarmos uma perspectiva evolutiva, os sentimentos de culpa e remorso têm funções adaptativas, têm um elevado valor de sobrevivência na maioria das situações. No entanto, apesar disso para alguns de nós, e devido a uma avaliação desadequada e exacerbada das situações, a culpa e remorso, viram-se contra nós, tornam-se num terrível problema que assombra a vida e suga a energia e bem-estar.

A reter: A culpa e o remorso podem trazer-nos esclarecimento, mas aplicado de forma inadequada, podem causar-nos complicações. A culpa pode ser saudável, mas igualmente destrutiva.

Aquilo que dizemos a nós mesmos de forma repetida e recorrente vais ficando enraizado na nossa mente. O que dizemos a nós mesmos e a forma como dizemos, na verdade, pode ter efeitos enormes. É como se algumas partes do nosso interior, os processos mentais inconscientes ficassem mais sintonizados com o que dizemos a nós mesmos em silêncio ou em voz alta. É importante ter cuidado acerca da forma como você diz as coisas para si mesmo quando está a passar por dificuldades, lutas ou arrependimentos. Deve tentar ter o mesmo cuidado a falar para si, tal como teria se falasse com um amigo que está a passar por dificuldades ou que tenha feito algo do qual não se orgulhe.

Para aprofundar mais este assunto, pondere: Deixe de dizer desculpe, eu não sei, eu não consigo.

A CULPA COMO UM PROCESSO MENTAL DE ENORME POTENCIAL

Após um acontecimento significativamente assustador, embaraço ou doloroso, depois de uma grande dor, um medo, um trauma, um grande erro ou o que quer que o tenha magoado, o cérebro automaticamente inicia uma revisão repetitiva dos elementos envolvidos. Quando este processo é ativado, quando ocorre nas nossas mentes é iniciado por processos inconscientes e vivenciamos isso conscientemente através de sentimentos indesejáveis e fora do nosso controlo. Esta revisão de experiências significativas são apenas pensamentos indesejados ou memórias indesejáveis, quando não há sentimento de culpa. Quando existe um sentimento de culpa ou arrependimento, é porque se accionou o processo repetido de revisão da situação e consequentemente do sentimento recorrente de culpabilização.

Configurar alarmes e alertas da situação

Os nossos cérebros estão preparados para analisar as experiências consideradas intensas e “registando-se” na memória todos os sentimentos desconfortáveis e negativos como elementos, que podem servir como marcadores no futuro, para “lembrar-nos ” de experiências passadas, na esperança de podermos agir de forma mais adequada na próxima vez. Por exemplo, ao caminharmos por uma parte específica da cidade, se formos ameaçados ou atacados, provavelmente posteriormente teremos de lidar com um monte de memórias indesejada, da próxima vez que começarmos a ir novamente nessa direção, mesmo que realmente não nos lembre-mos do que tinha acontecido, uma espécie de alarme soará na mente.

A reter: A culpa pode motivar e estimular uma revisão completa de erros, aumentar a vigilância e cautela no futuro, dar uma sensação de ser responsável e promover a aceitação social e de estima.

No entanto o sentimento de culpa pode torná-lo emocionalmente desequilibrado, deixá-lo transtornado, diminuir a sua auto-estima, destruir a sua esperança, fazê-lo sentir-se estúpido, estragando a sua vida e eventualmente das outras pessoas significativas para si. O sentimento de culpa pode ainda fazê-lo ficar agarrado ao passado, impossibilitando que continue a levar a sua vida para a frente e a viver no presente.

Avaliar as situações com precisão

Ao avaliar com precisão os erros e situações negativas nas quais nos encontramos ou estamos atravessando, leva-nos a atravessar por um período de tempo onde as memórias e pensamentos emergem nas nossas mentes espontaneamente, acompanhado de sentimentos de angustia, acionando-se alarmes de alerta na forma de preocupações. Isso pode ser bom ou pode ser mau, dependendo de como fazemos uso da experiência sentida. Será que a culpa contribui para sermos mais inteligentes? Não. Não, porque o ser humano tem a benção da linguagem e do pensamento complexo. Com uma linguagem que pode manipular conceitos e interpretar situações e emoções como nenhum outro ser vivo. O sentimento de culpa (destrutiva) deve-se ao processo de revisão e ensaios, que é implementada com a nossa decisão de escolha, depois de algo negativo ter acontecido. Mas o que nós ensaiamos na nossa mente, faz a diferença entre tornarmo-nos mais inteligentes e funcionais ou tornarmo-nos menos capazes e inadequados.

Nós, seres humanos podemo-nos tornar mais ou menos inteligentes (com respostas mais ou menos adequadas aos nossos objetivos), porque podemos escolher os elementos que estamos a ligar (“emparelhar”) no nosso processo de raciocínio (forma de pensar). Por exemplo, analise a situação em que alguém depois de ficar acordado a noite toda, vai conduzir, adormece e tem um acidente. Se ele usa o processo natural de culpa para ruminar e recriminar-se acerca de ser irremediavelmente estúpido, e um falhado, ele está a queimar o cérebro desnecessariamente.

A ideia fundamental, é a de que nada lhe serve estar a usar o seu cérebro para pensar/ruminar de forma depreciativa acerca de si mesmo. Ele vai tornar-se mais incapaz do que antes do acidente. Ou, se perante as mesmas circunstâncias, ele usa o processo de culpa e recriminação por ter esquecido o pé de coelho da sorte (ou qualquer outra coisa associada à sorte), ele não vai ser mais esperto e raciocinar de forma mais adequada, provavelmente irá prejudicar-se ainda mais (isto assumindo que o pé de coelho não dá sorte.) Ou, se ele usa medicamentos, álcool, drogas, hipnose ou qualquer um dos milhares de distrações possíveis para evitar qualquer sentimento de culpa, ele não vai ser mais inteligente. Perder a oportunidade de aprender algo realmente importante através da experiência terrível que foi acidente de carro, é o que o sentimento de culpa promove, porque irá aumentar a probabilidade de fazer a mesma coisa de novo, como fez antes do acidente.

Mas, se ele usa a culpa para censurar-se por não dormir o suficiente e, em seguida pensar em ir dirigir sonolento, da próxima vez que esses elementos ocorrerem juntos, ele vai ficar nervoso antes de entrar no carro devido à ideia de ir dirigir, ou ele pode até ficar nervoso na noite em que tiver de permanecer acordado até tarde. Assim, ele pode ter espatifado um carro, mas ficará muito menos propenso a cometer esse erro novamente. Pelo menos ele retirou algo de positivo e construtivo do seu infortúnio (aprendeu que irá proteger-se em situações semelhantes no futuro). Esta é sem dúvida uma forma de pensamento positivo perante uma situação catastrófica.

O TERRÍVEL PESO DA AUTO-PUNIÇÃO


Algumas pessoas sentem que devem punir-se com a negação ou com a auto-sabotagem, como punição, quando se sentem “culpados”. Elas não acreditam que os sentimentos de culpa são castigo suficiente para o seu mal-estar.

Às vezes, retardar uma recompensa ou uma coisa boa, pode ajudar a sentir-se menos culpado. Na verdade, isto não passa de uma ilusão. A auto-punição, na grande maioria das vezes pode machucar ainda mais a pessoa que vive com o sentimento de culpa. Na medida em que a punição sobrecarrega a mente com o sentimento negativo, toda a aprendizagem a partir da experiência e do sentimento de negatividade será distorcida ou perdida. As únicas coisas que realmente são prejudicadas quando a punição é demasiado dura, são o auto-respeito e consciência. Diminuir o auto-respeito fará aumentar probabilidade da pessoa não se preocupar em magoar-se. Diminuir a consciência é o mesmo que diminuir a inteligência. Não se tem uma atitude muito inteligente (adequada) sendo hostis para nós mesmos, isto faz com que o nosso padrão mental fique alterado e nos turve a mente.

Quando não aprendemos com os erros

Porque razão por vezes não conseguimos aprender com alguns erros que cometemos na vida? A razão para tal, é que deixamo-nos turvar por erros de raciocínio. Viramo-nos contra nós numa altura em que mais nos deveríamos ajudar. Reconhecer o erro só é benéfico, se depois conseguirmos manter um equilíbrio emocional que jogue a nosso favor. É necessário que nos coloquemos num estado onde possamos accionar todos os nosso recursos para agir, minimizando o erro, evitando que volte a acontecer, ou antecipando novas situações para que não volte a ocorrer.

Frequentemente atendo pessoas em terapia que se queixam de que as suas vidas parecem estar a desmoronar-se. Elas relatam ter mais problemas com a vida à medida que o tempo vai passando. Dizem-me que acham que deveriam ter aprendido alguma coisa com a vida e com os erros que cometeram. E na verdade todos nós deveríamos, mas como as coisas não acontecem como queremos, o melhor que podemos fazer é, quando tomamos consciência disso, procurar uma forma de não continuar a fazer o que temos vindo a fazer até à data.

Quando nos viramos contra nós, muitos são os problemas emocionais que podem emergir, dificultando-nos o raciocínio. No entanto, alerto para o facto de existir uma mistura de comportamentos e atitudes que aumentam a vulnerabilidade aos problemas psicológicos:
■Auto-punição. Um sentimento de raiva e frustração auto-dirigido, que emerge de se pensar que os sentimentos de culpa não são suficientemente punitivos.
■Auto-avaliação depreciativa. uma avaliação negativa acerca de si mesmo, depreciando o seu carácter e inteligência ao invés de avaliar a situação e comportamentos que levaram ao problema.

Os problemas tornam-se preocupantes por mau uso do sentimento de culpa. Quando nos fundimos a alguns dos nosso sentimentos, e passamos a agir exclusivamente de acordo com eles, corremos o risco de tomar decisões que nos prejudicam porque agimos em modo emocional, deturpando as avaliações e consequentemente os passos para a solução.

Curiosidade: Os ratos e coelhos ou outros animais, executam as suas vidas com base nas emoções. Nos seres humanos as emoções e os sentimentos podem orientar e ajudar, mas não são o pensamento lógico. As emoções na grande maioria das vezes são accionadas de forma inconsciente no nosso cérebro. Elas ajudam, informam, direccionam e sugerem. Facto, que reforça a necessidade e utilidade de aprender a gerir as emoções.

Mas também temos linguagem e pensamento lógico. Temos outras áreas no nosso cérebro onde processamos pensamentos muito complexos, onde podemos manipular ideias complexas de forma complexa. Os sentimentos raramente são mais precisos do que um pensamento lógico e estruturado, embora muitas pessoas possam julgar que são, porque são mais fortes e fazem-se sentir no nosso organismo provocando mal-estar, ou pelo contrário enorme satisfação. Os sentimentos são formas rudimentares de informação (ainda que muito necessária), porque eles são gerados por áreas do nosso cérebro que são primitivas. Os sentimentos por vezes são formas muito subtis de informação, são formas imprecisas que nos podem colocar em apuros, se não forem descodificadas pela consciência. Os sentimentos para nos servirem de forma apurada devem passar pelo filtro do nosso pensamento lógico.

CULPA, APENAS UM SENTIMENTO E NÃO UMA EXPLOSÃO DE INFORMAÇÃO

Ter um sentimento de culpa não implica necessariamente que você tenha de se sentir culpado. A culpa é simplesmente um sentimento, uma experiência mental e física que ocorre no nosso corpo (experiência interna), um programa do nosso cérebro que é executado em resposta a um resultado negativo percebido de alguma natureza. Não é um monte de informações refinado, na verdade é uma informação subtil que emerge de uma reação, não muito mais que isso. É um sinal enviado ao cérebro, ou criado no próprio cérebro que permite accionar um conjunto de processos mentais para pensar de novo sobre as coisas. A experiência de culpa (a culpa descabida e incapacitante) na nossa mente, tem a ver com um processo de ruminação, devido à constante atenção que damos ao assunto que nos perturba e preocupa, criando-se um ciclo vicioso sobre um conjunto de pensamentos que se ligam entre si, mas que no entanto não levam à construção válida de uma resposta ou resultado que ajude na resolução do problema.

Um exemplo de sentimentos de culpa onde não há nada para se sentir culpado é a tristeza como reação à culpa que muitas pessoas experimentam quando morre (neste caso, de acidente) um ente querido. O sobrevivente fica obcecado com as coisas possíveis que poderia ter feito de maneira diferente, e eventualmente evitado a morte. (“Se eu não estivesse no trabalho, ele não teria morrido.” “Se eu me tivesse certificado que tivesse tomado o café da manhã, ele poderia ter tido reacções mais rápidas.” “Se eu não tivesse comprado aquele vestido preto , isso não teria acontecido. “O sobrevivente também pode ficar obcecado com a sensação de que havia um erro que ele ou ela fez, e que o outro era incapaz de identificar. (“Eu sei que havia algo que eu deveria ter feito diferente, mas eu não consigo descobrir o quê.”) Um problema semelhante ocorre quando um indivíduo está envolvido num grave acidente que não tinha nada a ver com o que o indivíduo estava fazendo (ou seja, , um avião cai em casa durante a madrugada, um rajada balas que são disparadas por um atirador enlouquecido num restaurante). Seria normal (mas inadequado) ficar obcecado com a experiência, revendo um e outra vez os acontecimentos e ações antes da catástrofe, mesmo que se reconheceu que, logicamente, não poderia haver nada para se sentir culpado.

O que exemplifiquei, não pretende transmitir a ideia que o sentimento de culpa não possa existir ou que seja um “pecado” quando o sentimos, nada disso. Obviamente que perante determinados cenários catastróficos ou negativos, e em reação a eles, se possam gerar determinados sentimentos de culpa. No entanto, importa referir que na grande maioria das vezes, esse sentimento é muito destruidor, não trazendo alívio nenhum à dor já infligida pelo acontecimento negativo. A reação de culpa é como que uma “fuga” interminável, não dá descanso, não orienta, não permite a reestruturação, devido ao constante sentimento de remorso. Este remorso, consome os recursos mentais, impedindo que a pessoa consiga pensar de forma clara e baseada em factos concretos.

SINTONIZE-SE, ACEITE E APRENDA COM O SENTIMENTO DE CULPA

Tenha cuidado, muito cuidado naquilo que vê de errado. As circunstâncias podem ser várias, mas é de sua conveniência esclarecer acerca do quê, e porque é que deve sentir-se culpado, ou se você deve sentir-se culpado acerca de tudo, ou até se é a única pessoa culpada. Ainda que faça mais sentido falarmos de responsabilidade. Uma excelente estratégia de clarificação, embora não infalível, de verificar se você acha que deve sentir os sentimentos de culpa, é perguntar a um amigo: Como é que ele lidaria com a situação se fosse com ele, e estivesse a sentir-se dessa forma?

Você acha que o seu amigo sentir-se-ia culpado como seu comportamento, e em caso afirmativo, por quanto tempo? Se você está esperando mais de si mesmo ou a ser demasiado duro, ou mais crítico do que você pensaria ser adequado para um amigo, pare com isso.

Um filho que se vê forçado a colocar os pais num lar de idosos por terem necessidades médicas, e que como alternativa, seria tê-los em casa e deixá-los morrer por causa da má assistência médica, pode sentir um profundo sentimento de culpa (que não é saudável nem ajudará à situação). Seria desapropriado sentir-se culpado por não ser enfermeiro ou não ter ganhado na loteria para que pudesse ter sido capaz de contratar enfermeiros para prestarem cuidados ao pais em casa.

O SENTIMENTO DE CULPA APROPRIADO

Quando os sentimentos de culpa são apropriados, vivê-los pode não parecer em nada que nos atrapalhem ou nos retirem clareza de pensamento. Esses sentimentos, podem fazer de você uma pessoa melhor, mais consciente, mais inteligente e mais capaz de evitar consequências idênticas no futuro. A auto-punição aplicada de forma prática num grau adequado e de forma saudável, é enriquecedora para si e para aqueles ao seu redor. Por outro lado, a auto-punição que serve e tem como fins a punição de si mesmo é disfuncional, contraproducente, perigosa e prejudicial para si e para os outros.

Como qualquer punição, os sentimentos de culpa e/ou as maneiras de agir consigo devido a sentir-se culpado, são demasiado intensas, então os sentimentos de culpa podem causar danos. A consequência a longo prazo do abuso prolongado imposto por alguém ou por si mesmo, é que você torna-se despreocupado, passando a agir de forma cada vez mais hostil consigo e com os outros (especialmente aqueles se preocupam com você). Você fica mais confuso e menos capaz de aprender com os erros, sentido-se cada vez mais “estúpido” e fora de controlo.

A perda de auto-respeito é prejudicial

Quando perdemos o respeito por nós mesmo, seja por algo que fizemos e nos sentimos culpados e diminuídos, seja porque sofremos consequências impostas por outros, como maus tratos, vergonha extrema, exturpação, desrespeito, na grande maioria das vezes o nosso comportamento sofre mudanças bruscas e desajustadas em resposta à situação traumatizante. Sentimo-nos tão mal, e ficamos com uma ideia tão deturpada de nós, que tendencialmente agimos contra nós. Provavelmente porque, os sentimentos experienciados geram confusão e raciocínios distorcidos, levando a comportamentos baseados em sentimentos desajustados e irrealistas.

Quando a culpa é apropriada, pondere dizer a si mesmo o seguinte: ” Toda a vez que me sentir culpado, tenho de me relembrar que é um sinal de alerta, que é um sinal que me informa que tenho de repensar o que fiz, e o que posso fazer para de forma funcional minimizar os danos e/ou evitar que sucedam no futuro”.

Atenção: Mesmo que se sinta culpado, não é sinónimo que você tenha de fazer coisas que lhe sejam prejudiciais e não sejam do seu interesse. O sentimento deve ser analisado de forma construtiva, reorientando o seu foco atencional para uma atitude positiva e construtiva.

QUANDO A CULPA É DISFUNCIONAL OU PERMANECE MUITO TEMPO

Quando os sentimentos de culpa não estão em de sintonia com a lógica de pensamento, são persistentes e não parecem diminuir, pode ser uma experiência muito frustrante e negativa. Esta situação é desconfortável, e na grande maioria das vezes pode corroer a auto-estima, motivação, produtividade e saúde. Pode ser uma causa de depressão e ansiedade e de comportamentos de auto-sabotagem. Pode sentir-se cada vez mais impotente, hostil para si mesmo e sem esperança.

Procurar ajuda profissional nestas situações de pensamento incapacitante e auto-destruidor, é a melhor coisa que pode fazer. Algumas sessões com um terapeuta, podem contribuir muito para o alívio do seu mal-estar, pode evitar viver com essa terrível dor emocional e/ou auto-sabotagem e raiva auto-dirigida.

Alguns tipos de medicamentos para a ansiedade, num primeira fase também podem ser úteis, principalmente porque podem ajudar a reduzir os sintomas físicos de mal-estar.

No entanto, importa alertar para o facto de que usar medicação ou qualquer tipo de programa de auto-ajuda para forçar-se a si mesmo a parar de pensar de forma depreciativa ou de sentir-se culpado, pode ser contraproducente se isso for contra as suas crenças e coisas em que acredita. Qualquer pessoa que se sinta incapaz de abandonar os sentimentos de culpa incapacitantes depois de uma quantidade razoável de tempo, deve pelo menos procurar um ou dois amigos para discutir a situação. Se isso não for suficiente deverá ponderar a possibilidade de procurar ajuda profissional (consultas de psicologia), para abordar o problema.

Se você acha que está em dívida para com o mundo sentido-se culpado sobre algo que você fez, a auto-sabotagem não é apropriada. Embora possa funcionar como um alívio temporário e sentir-se melhor no momento, esse tipo de comportamento só prejudica e prolonga o sofrimento. Se você sente o peso da responsabilidade através do sentimento de culpa, você precisa cuidar bem de si mesmo, para que possa ser capaz de ter comportamentos e atitudes positivas. O comportamento auto-destrutivo, é uma forma distorcida de processamento mental. Não faz bem a ninguém, nem em nenhuma circunstância.

Por Miguel Lucas.
Licenciado em Psicologia, exerce em clínica privada.
É também preparador mental de atletas e equipas desportivas, treinador de atletismo e
formador na área do rendimento desportivo.
É autor da Escola Psicologia.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Saiba identificar sua fome...


Dra Gismari Bertoncello
Nutricionista Clínica e Personal Diet
Formada pela UFSC e especialista em Nutrição Clínica de UGF/RJ
Consultório - Centro / Fpolis
Fone: 3225-0017

sexta-feira, 18 de março de 2011

O poder do otimismo


Nem todo dia o sol amanhece brilhando, é verdade. Mas, por mais nublada que esteja a realidade, se esforçar para ver uma luz no fim do túnel tem efeito transformador sobre a saúde, os relacionamentos e o sucesso profissional. Coloque em prática o pensamento positivo e comece 2011 com o pé direito.


Todo mundo tem dias em que acorda de baixo-astral, achando que alguma coisa vai dar errado, e outros em que parece que nada vai impedir a nossa felicidade. É humano, normal e bem comum nessa época de recomeço: juntamente com as expectativas e o frescor de um novo ano, vem o medo de não dar conta de realizar o que a gente quer, de não dar tempo, não dar certo... Qual o segredo para driblar a insegurança e não desanimar no meio do caminho? Pensar positivo e ir em frente. Mas calma lá: não se trata de cruzar os dedos e repetir como um mantra que tudo vai acabar bem. É preciso agir. “Em vez de apostar no otimismo como uma solução mágica, você deve transformar o pensamento em motivação para realizar seu desejo. Arrumar um namorado, emagrecer ou fazer a viagem dos seus sonhos”, por exemplo, fala a psicóloga Angelita Corrêa Scárdua, de Vitória.

Fé no futuro
Sejamos realistas: problemas sempre vão existir. A maneira como você os enfrenta é que faz toda a diferença. “Enquanto o pessimista acredita que é a pessoa mais azarada do mundo e que tragédias só  acontecem com ele, o otimista vê o conflito como parte da vida e procura nele uma oportunidade para crescer”, explica a especialista em comportamento humano Roselake Leiros, da CrerSerMais, em São Paulo.
Ok, há situações que parece impossível encarar de um jeito positivo. Como ser demitida, por exemplo. No entanto, em vez de se isolar com vergonha da situação ou medo de gastar as economias, uma atitude otimista seria aproveitar o tempo livre para estudar e se preparar para uma próxima oportunidade de trabalho. Ou fazer como a escritora Gisela Rao, 46 anos, de São Paulo, quando foi mandada embora. “Peguei o dinheiro da indenização e realizei meu sonho antigo de conhecer Roma”, conta. “Na volta, havia várias propostas de trabalho me esperando.” Gisela é otimista de carteirinha: até criou um blog (www.vigilantesdaautoestima.zip.net) para espalhar o pensamento positivo entre as internautas. “Quando você se coloca em primeiro lugar e tem coragem para fazer o que acredita, só atrai coisas boas”, diz.

Otimismo no DNA?
Por que algumas pessoas encaram a vida com leveza enquanto, para outras, é duro não pensar que, em algum momento, algo vai desandar? A genética tem parte da resposta.
Um estudo de 2009 realizado pela psicóloga britânica Elaine Fox, da Universidade de Essex, revelou que pessoas que carregam um determinado gene associado ao transporte de serotonina no cérebro têm mais predisposição a focar nos aspectos positivos da vida, já que o neurotransmissor é responsável por regular o humor e a sensação de prazer. De acordo com o levantamento, quem não conta com o tal gene do otimismo apresenta maior potencial para sofrer de depressão. Mas isso não é desculpa para cruzar os braços e esperar que o universo faça sua parte. Mesmo com o aval da ciência, os especialistas concordam que a genética pesa pouco na formação da personalidade otimista.
O que conta mesmo é o compromisso de cada um com a felicidade. Para a banqueteira Tatá Cury, 44 anos, de São Paulo, ele é prioridade. Depois de sofrer um acidente que lhe rendeu quatro meses na UTI e mais de 100 pontos na barriga, ela ainda teve que enfrentar o fim traumático do seu casamento e da sociedade com o ex-marido no negócio que abriram juntos. Ela sofreu, mas tirou tudo de letra: levantou o empreendimento, casou de novo e escreveu um livro de receitas – de pratos e de otimismo. “Quando fico desanimada, penso na família, na equipe e nos amigos incríveis que tenho e percebo que não há motivo para alguma coisa dar errado”, fala.

Melhor do que remédio
Não bastasse o lucro emocional de escolher ver a vida pelo lado bom, a ciência já provou que, com isso, você também sai ganhando em saúde e longevidade. A conclusão é da pesquisadora Hilary Tindle, da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Na pesquisa conduzida com mulheres em 2009, ela descobriu que as mais otimistas e felizes tinham menos risco de desenvolver doenças do coração, pressão alta e diabetes. O porquê: “Pessoas mais positivas lidam melhor com o stress, tendem a se cuidar mais e responder melhor a tratamentos médicos”, explica Hilary no estudo. “Elas se exercitam com mais frequência, fumam menos e têm um estilo de vida que reflete na saúde.”
Você também fica mais bonita quando está de bem com a vida. É que, mantendo distância do stress e da tristeza, você evita as alterações hormonais e a geração de radicais livres que aceleram o envelhecimento e resultam no aparecimento de rugas, manchas, oleosidade e perda de elasticidade cutânea. Fora as doenças manifestadas na pele e associadas às emoções, como psoríase e alergias.

Causa (não efeito) do sucesso
Suas chances de ir mais longe na carreira, assim como nos anos de vida, é outra consequência do pensamento positivo. “A disposição para experimentar coisas novas e solucionar problemas e a autoconfiança são características típicas da pessoa otimista e bastante valorizadas no ambiente profissional”, fala Angelita. “E, como ela tende a ser mais sociável e produtiva, também tem mais chances de ser bemsucedida no trabalho.”
Sempre vai haver quem diga que só consegue ser feliz e positiva quem tem um emprego legal, com um salário bacana e um chefe camarada. Um estudo da Universidade de Riverside, nos Estados Unidos, no entanto, defende o contrário: estar de bem com o mundo é causa, e não consequência, do sucesso. “Quem está satisfeita com a própria vida e cultiva ideias positivas tem mais energia para correr atrás do que quer e acreditar que é capaz de superar os obstáculos do caminho”, observa Angelita Corrêa Scárdua.

Quando o otimismo é demais
Pensamento positivo não faz mal a ninguém, certo? Quase sempre a regra é essa, mas, quando ele é exagerado e não vem acompanhado de ação (e uma dose de pé no chão), pode se tornar um problema. Como no caso daquela amiga que insiste em dizer que as brigas no casamento, que duram
anos, são apenas uma fase. Ou a outra, que vive endividada, mas não deixa de gastar fortunas em sapatos, como se não houvesse nada errado. “O otimismo excessivo é uma estratégia de defesa de quem, no fundo, não quer enfrentar o problema real”, fala Angelita Scárdua. “Alimentando a ilusão de que a crise não existe, você adia  a solução do problema e só faz o conflito crescer.”

Exercite seu poder positivo
Ponha em prática nossas ideias para ver a vida com mais alegria:
1. Tome posse de suas conquistas
Recebeu um elogio do chefe? Não pense que ele só está de bom humor ou tem segundas intenções. Aquele gato a convidou para sair? Não ache que ele não  tem companhia melhor, mas que está, sim, a fim de ver você. Você merece tudo de bom.
2. Acumule as alegrias
Assista uma comédia romântica, veja um programa bobo na tevê, escute uma música dançante, fale besteira com as amigas. Abrir espaço para o divertido da vida ajuda a levar as coisas menos a sério e afastar atitudes negativas.
3. Troque ideias
Dividir seus pontos de vista e escutar opiniões diferentes sobre um mesmo tema são maneiras de se conhecer melhor, valorizar-se e ver a vida sob outra perspectiva.
4. Evite palavras negativas
Cuidado com frases do tipo: “Não tenho mesmo sorte com os rapazes”, “Era muito bom para ser verdade” ou “Eu não mereço tudo isso”. Por mais que sejam da boca para fora, elas acabam convencendo seu cérebro e, aos poucos, destruindo a sua autoconfiança.

(por Márcia Di Domênico / Revista Boa Forma)

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